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Petróleo fecha em alta com cautela crescente nas negociações EUA-Irã

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O petróleo fechou em alta nesta terça-feira, 2, com o mercado ainda aguardando cautelosamente avanços nas negociações entre EUA e Irã e sinais de que o Estreito de Ormuz possa ser reaberto no curto prazo.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em alta de 1,74% (US$ 1,60), a US$ 93,76 o barril.

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Já o Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,07%% (US$ 1,02), a US$ 96 o barril.

A commodity energética operou volátil pela manhã, mas passou a firmar alta em meio a declarações divergentes de autoridades dos Estados Unidos e do Irã acerca do conflito.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que seguem em curso as conversas entre Washington e Teerã, contrariando relatos recentes de que os contatos teriam sido interrompidos. Já o Irã informou que ainda não concluiu a análise da proposta americana para um acordo provisório de cessar-fogo, segundo a agência Mehr.

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Em testemunho no Senado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, descartou aliviar sanções contra o Irã antes que Ormuz seja reaberto e evitou dizer quando um acordo pode ser fechado.

O Swissquote alerta que o barril do petróleo pode voltar a subir para além da marca de US$ 100 por barril se as negociações de paz travarem, com a faixa de US$ 120 se tornando a próxima marca a ser monitorada, considerando a queda das reservas globais. "Se o preço subir acima desse nível, a destruição de demanda provavelmente manteria o avanço limitado", pondera.

Com a principal rota marítima fechada, os Emirados Árabes Unidos planejam construir seu primeiro oleoduto para contornar o estreito e manter as exportações de gasolina, diesel e combustível de aviação mesmo em caso de interrupção do tráfego, segundo o Financial Times. A produção do país foi duramente afetada por ataques iranianos durante a guerra.

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No radar, o Ministério da Energia da Rússia informou que prepara medidas adicionais para assegurar o fornecimento estável de gasolina no mercado interno. O governo russo já anunciou a proibição temporária das exportações de querosene de aviação, com o objetivo de proteger o abastecimento doméstico em meio a ofensivas da Ucrânia contra refinarias e infraestruturas de energia.

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