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Petróleo fecha em alta com ameaças à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, 21, com os impactos da tensão no Oriente Médio impulsionando os preços na medida em que seguem as ameaças ao suprimento global. As sinalizações de que o grupo iemenita Houthi pode interromper o fluxo no Estreito de Bab-el-Mandeb elevam os prêmios de risco da commodity, enquanto indicações de mediação não representam maior alívio ao mercado. Assim, o Goldman Sachs alertou que o barril poderá retomar o nível de US$ 120.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em alta de 2,25% (US$ 1,86), a US$ 84,34 o barril. O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 2,00% (US$ 1,79), a US$ 91,01 o barril.

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As empresas de navegação não devem carregar ou descarregar em portos sauditas, e tal atividade pode resultar em serem alvo "em qualquer local" pelos Houthis, alinhados ao Irã, de acordo com um e-mail enviado às empresas pelo grupo, informou a Reuters. Na segunda-feira, os Houthis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que a escalada das hostilidades que afetam o Estreito de Ormuz e a infraestrutura energética do Golfo aumenta as preocupações com a segurança do abastecimento global de energia. As ameaças ao Estreito de Bab el-Mandeb, que se tornou uma importante rota alternativa a Ormuz, exacerbam ainda mais essas preocupações, pontuou.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã quer "desesperadamente" se reunir para negociar, mas que os EUA não têm interesse até eles "estarem prontos". Sobre os Houthis, o mandatário frisou que o grupo não tomou medidas até agora, mas, se algo acontecer, "teremos que fazer algo".

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"Novos relatos sugerem que um alto funcionário iraniano afirmou que mediadores propuseram um cessar-fogo de 10 dias para reativar um acordo provisório, o que fez com que o preço do petróleo caísse ligeiramente", aponta a analista sênior do Swissquote Ipek Ozkardeskaya. Por sua vez, os riscos continuam inclinados para cima, pontua.

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