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Pesquisa da Febraban aponta que bancos reduziram de 15,25% a 15% projeção de Selic terminal

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Entre fevereiro e março, os bancos brasileiros reduziram de 15,25% ao ano para 15% a expectativa de Selic ao final do atual ciclo de alta, de acordo com pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A projeção das instituições é que os juros básicos do País cheguem a este patamar em junho, e que permaneçam estáveis até pelo menos novembro.

A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 31 de março, após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), e ouviu 21 bancos. Foi feita, portanto, antes do "tarifaço" do governo americano às importações de outros países, que levou os mercados a projetarem queda na atividade econômica global e fez com que os juros futuros caíssem no Brasil.

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Foram mensuradas as percepções das instituições sobre a comunicação do Copom, que indicou que o ciclo de alta não acabou, mas que não sinalizou qual será o próximo ajuste nos juros. Para 85,7% dos bancos, a comunicação foi adequada, porque consideram que o atual ciclo monetário já está bastante restritivo.

Também houve redução na projeção para a taxa de câmbio. Em fevereiro, os bancos esperavam que chegasse a R$ 5,95 em junho, e que ficasse neste patamar até setembro. Agora, projetam o dólar a R$ 5,80 entre junho e setembro, e uma valorização a R$ 5,89 no último trimestre do ano.

As instituições estão divididas quanto às expectativas para a economia brasileira este ano. Ao todo, 42,9% afirmam que a desaceleração está em linha com o esperado e que o PIB deve crescer cerca de 2% este ano, enquanto outros 33,3% veem uma desaceleração maior, e 23,8% acham que o PIB pode surpreender positivamente.

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Em paralelo, 90,4% dos bancos esperam que a inflação permaneça acima de 5% em 2025, estourando novamente o teto da meta, que é de 4,5%. Esse total é composto por 71,4% que veem o IPCA acima de 5,5%, e por 19% que veem a inflação próxima ou acima dos 6%.

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