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País cresce acima do potencial, com efeito colateral, que é a inflação, diz diretor do BC

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O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, disse nesta segunda-feira, 19, que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vem crescendo acima do seu potencial, o que levou a um aumento da inflação no País. Por isso, a autarquia decidiu elevar os juros, explicou.

"O Brasil cresceu mais que se esperava por três anos, quiçá quatro anos consecutivos, o que é ótimo, e é ótimo para essa moeda também, e subiu os juros para exatamente conter o crescimento para ele não se transformar em inflação, e continuar sendo só crescimento", disse o diretor, em uma live do BC.

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Ele afirmou que a combinação entre juros altos e atividade mais forte não levou a uma valorização do real porque, no cenário externo, os Estados Unidos também tinham um crescimento forte e juros elevados.

"Temos a sensação que a atividade está crescendo, o Brasil é um bom país para se investir e não se traduziu em dólar mais fraco, real mais forte. Por quê? Porque o outro país também estava nessa situação", disse David.

O diretor afirmou, ainda, que os movimentos cambiais vistos no fim de 2024 e início de 2025 refletiram mais o comportamento do próprio dólar, e não do real.

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Dólar e tarifaço

Nilton David disse ainda que o dólar deve manter o seu papel de moeda de referência global nos próximos anos. "Não consigo enxergar no horizonte de cinco, dez anos, isso se alterando de forma significativa, na parte de ser a moeda de referência ou a moeda que você possa ter seus investimentos", comentou o diretor.

Ele destacou que os Estados Unidos representam 25% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) mundial, e de 70% a 75% do total de ativos inversíveis do mundo.

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Mesmo assim, David destacou que o tarifaço anunciado pelos EUA pode reduzir a produtividade norte-americana, o que deve levar a uma correção para baixo no valor da sua moeda.

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