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Pacheco: Poderes buscam como aliar responsabilidade fiscal, precatórios e Auxílio

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta quinta-feira que os poderes estão em busca de uma fórmula para aliar responsabilidade fiscal, pagamento de precatórios e ampliação do Bolsa Família. O governo federal pretende reformular o programa social, elevando o piso do benefício, e rebatizá-lo de Auxílio Brasil.

"Eu acredito na capacidade do ministério da Economia, em conjunto com TCU, STF, CNJ e Congresso Nacional na solução disso. É algo que estamos dialogando e buscando consenso para resolver", declarou o presidente do Senado durante evento promovido pela XP Investimentos, salientando que a pasta comandada pelo ministro Paulo Guedes precisa apresentar uma solução que concilie esses "valores importantes". "Acredito que possamos ter uma solução para isso nos próximos dias", apostou.

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Mais cedo, no mesmo evento, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, sugeriu uma espécie de microparcelamento dos precatórios, a partir de um ato, ainda embrionário, a ser formulado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O pagamento bilionário de dívidas do governo transitadas em julgado é, hoje, uma das maiores preocupações do ministério da Economia, que já encaminhou ao Parlamento uma PEC para parcelá-las de forma a conseguir arcar com todas as despesas previstas para 2022.

Pacheco, contudo, falou em "série de resistências" à proposta dentro do Congresso. "Por isso, temos de apostar em uma solução para agora", declarou.

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Mostrando, ainda assim, confiança em uma solução para o impasse, Pacheco ressaltou que o Bolsa Família é "absolutamente essencial para esse momento do País". "O governo não pode se afastar da obrigação de ampliar", avaliou.

Em seguida, o presidente do Senado reforçou a necessidade do Executivo "pagar aos seus credores aquilo que deve" e chamou o teto de gastos de "coisa de país sério".

Um aumento de impostos para bancar todas essas responsabilidades, contudo, deve ser algo descartado, na avaliação de Pacheco. "Não acho que a sociedade vai admitir um aumento de impostos para poder sustentar qualquer outro programa", disse.

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