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Ouro fecha em queda, pressionado por recuperação dos juros dos Treasuries e do dólar

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O contrato futuro mais líquido do ouro fechou o terceiro pregão consecutivo em queda, prejudicado nesta terça-feira, 6, pelo fortalecimento do dólar no exterior e pela recuperação dos rendimentos dos Treasuries.

O ouro para dezembro fechou em baixa de 0,52%, a US$ 2.431,60 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

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O recuo nas expectativas de recessão dos EUA permitiram uma recuperação do sentimento nos mercados internacionais, favorecendo ganhos dos juros dos Treasuries e do dólar, em detrimento do ouro. Na segunda-feira à noite, a presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de São Francisco, Mary Daly, reforçou que não vê sinais de "alerta vermelho" no emprego e confirmou expectativa por redução nos juros americanos, mas não firmou uma data.

Analista sênior de Mercados na XS.com, Samer Hasn aponta que esse cenário ampliou a saída de fundos ETF do ouro, intensificando as perdas do metal precioso, ao mesmo tempo em que incentivou a entrada em fundos de títulos americanos e de câmbio. Por outro lado, Hasn pondera que a escalada nos conflitos do Oriente Médio em várias frentes deve oferecer algum apoio para que o ouro preserve ganhos recentes.

Para o Commerzbank, além de expectativas em relação ao BC americano, o movimento de vendas do metal precioso pode refletir compensação por perdas em outros ativos, tendo em vista a aversão a risco disseminada nos últimos dois pregões. O banco alemão cita como exemplo "comportamentos semelhantes" dos mercados no passado, no início da pandemia de covid-19, em março de 2020, e na crise financeira de 2008.

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"Contudo, essa fase de fraqueza não durou muito tempo e o ouro se recuperou em um prazo curto", aponta o Commerzbank, projetando que o mesmo deve se repetir, com o metal voltando a operar próximo de alta histórica. Em relatório, o banco alemão também destacou que a fraqueza atinge outros metais preciosos, como prata, platina e paládio - este último no seu menor nível em sete anos.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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