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Ouro fecha em queda com continuidade de tensões no Oriente Médio

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O ouro fechou a sessão desta quinta-feira (16) em queda, voltando a cair abaixo de US$ 4 mil com um dólar mais forte diante das expectativas de juros elevados nos EUA com a continuidade das tensões no Oriente Médio.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 1,47%, a US$ 3.992,1 por onça-troy, enquanto a prata para setembro recuou 2,17%, a US$ 56,187 por onça-troy.

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O metal dourado bateu a mínima em duas semanas, retomando o patamar de US$ 3.900, em meio a preocupações com a possibilidade de interrupções no Estreito de Bab el-Mandeb pelos Houthis em nome do Irã. Segundo a imprensa internacional, os iranianos teriam pedido ao grupo que bloqueasse a via marítima. Os relatos vêm após mais uma noite de ofensivas entre os Estados Unidos e o Irã.

Os preços do petróleo permanecem elevados, sustentando também o dólar e os rendimentos dos Treasuries - investimento que se torna mais atrativo que o ouro em um cenário de juros altos. Para o MUFG, a perspectiva de curto prazo para o ouro depende se os preços mais altos da commodity de energia vão refletir na inflação dos EUA ou se vão "permanecer um choque geopolítico temporário, com os mercados acompanhando de perto a resposta do Fed".

Na mesma linha, o Forex.com explica que os preços de energia constantemente altos dificultam a adoção de uma postura mais branda pelo Federal Reserve (Fed). Apesar de dados recentes mostrarem um alívio na inflação em junho nos EUA, o cenário já mudou, com a escalada das tensões globais.

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Na agenda de indicadores, os pedidos de auxílio desemprego dos EUA recuaram na semana anterior, ficando abaixo do esperado. Já as vendas no varejo no país avançaram, apesar de pouco abaixo das estimativas.

*Com informações de Dow Jones Newswires

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