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Ouro fecha em queda com alta nos rendimentos e indefinição no Oriente Médio

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O ouro fechou a sessão desta terça-feira (19) em queda, chegando a cair abaixo de US$ 4.500 na mínima desde março durante a sessão. A movimentação acontece após o avanço dos rendimentos dos Treasuries, que renovaram maiores níveis em anos, em meio às contínuas incertezas no Oriente Médio e a possibilidade de ataques entre os Estados Unidos e o Irã.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em baixa de 1%, a US$ 4.511,2 por onça-troy. Já a prata para julho caiu 3%, a US$ 75,159 por onça-troy.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã com novos ataques até o "início da próxima semana", apesar de afirmar na segunda (18) pela noite que teria adiado, "talvez para sempre", uma grande ação contra o país persa. Já os iranianos se dizem prontos para responder aos ataques, reforçando que não irão se render.

Em meio a indefinição, o ouro caiu a US$ 4.467,1 - o menor patamar desde 27 de março -, enquanto os juros dos Treasuries avançaram, com o rendimento do T-bond de 30 anos chegando ao maior nível desde 2007.

Na avaliação do Swissquote, o metal dourado permanece sob pressão devido ao aumento dos rendimentos, que torna "o metal amarelo relativamente menos atraente em comparação com ativos de renda fixa". Contudo, a longo prazo, a tendência do metal deve permanecer positiva diante da demanda proveniente de bancos centrais, ainda segundo o banco.

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Além disso, os metais também são pressionados pela expectativa de juros mais altos. Segundo o IG, os mercados continuam precificando os riscos de um aperto monetário diante de preços de energia mais elevados. De acordo com a ferramenta do CME Group, as apostas por uma alta nas taxas já em dezembro deste ano são de 57,2%. Apesar do petróleo ter perdido força hoje, os preços permanecem acima de US$ 100 o barril.

*Com informações de Dow Jones Newswires

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