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Ouro fecha em baixa com investidores observando sinalizações de conflito no Oriente Médio

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O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta segunda-feira, 3, em uma sessão na qual o metal chegou a avançar seguindo o noticiário do Oriente Médio, mas que acabou com a commodity pressionada. As sinalizações de acordo pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, reforçadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, derrubaram os preços do petróleo e oferecem perspectivas de valorização para o ouro, que vem operando com pressão da alta do dólar e dos juros dos Treasuries.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 0,40%, a US$ 4.075,9 por onça-troy.

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A prata para setembro subiu 0,12%, a US$ 57,856 por onça-troy.

"Uma análise de regressão dos preços do ouro indica que tanto a extensão da alta quanto a correção de baixa estão atenuadas neste episódio. O ouro pode ter atingido o piso de sua correção em torno de US$ 3.900 por onça, em vez de recuar até o patamar de US$ 3.700 sugerido pela regressão", aponta o Deutsche Bank. "O ouro eliminou a defasagem em relação ao seu valor justo. Ao reverter os ajustes do nosso modelo referentes ao excesso de demanda oficial, ainda estimamos que o valor justo do ouro deverá se situar em torno de US$ 4.700 por onça até o final do ano, acima da nossa projeção de US$ 4.600 por onça para o quarto trimestre de 2026", conclui o banco alemão.

Na política monetária, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, John Williams, afirmou que permanece otimista de que as pressões inflacionárias estão no caminho para diminuir gradualmente, mas se isso não acontecer, o banco central não hesitará em responder com aumentos nas taxas de juros para garantir que os preços retornem à meta. "Minha previsão pessoal é que a inflação caia na segunda metade deste ano e caia ainda mais no próximo ano", destacou.

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Williams reconheceu que há muita incerteza em torno das perspectivas no momento e que o conflito no renovado do Oriente Médio torna incerta quando os preços da energia podem diminuir.

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