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Ouro fecha em baixa com alta dos juros dos Treasuries e piora do clima no Oriente Médio

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O ouro fechou em queda nesta quinta-feira, 23, conforme os novos desdobramentos no Oriente Médio reforçam a percepção de incertezas sobre o futuro do conflito, mesmo em meio a uma extensão do acordo de cessar-fogo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em queda de 0,61%, a US$ 4.724,0 por onça-troy. Já a prata para maio recuou 3,15%, a US$ 75,504.

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Os Estados Unidos endureceram o tom e anunciaram a apreensão de navios petroleiros associados ao Irã em águas asiáticas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta ter o "controle total" do Estreito de Ormuz, afirmando que "nenhum navio pode entrar ou sair sem a aprovação da Marinha dos Estados Unidos". O líder estadunidense falou, ainda, que ordenou que os militares atirem contra embarcações que estejam instalando minas na via marítima.

Já o presidente do parlamento do iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou em uma publicação nas redes sociais que a reabertura do Estreito não é possível com uma "violação flagrante do cessar-fogo". Ghalibaf disse, ainda, que um acordo de trégua completo só teria sentido se não fosse "violado pelo cerco marítimo e pelo sequestro da economia mundial".

Para o Deutsche Bank, a "ausência de negociações de paz" entre os Estados Unidos e o Irã leva os investidores a acreditarem em um conflito mais longo, assim como em um bloqueio do Estreito de Ormuz mais prolongado. "As últimas ações apontaram em uma direção de escalada", afirmam os especialistas.

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Enquanto isso, o Líbano e Israel devem iniciar nesta quinta uma nova rodada de negociações para a extensão da trégua. Contudo, a imprensa internacional aponta que os libaneses não vão assinar um novo acordo sem a retirada total dos militares israelenses.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

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