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Ouro fecha em alta, com falta de clareza sobre trégua entre EUA e China

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Os preços do ouro subiram nesta terça-feira, 13, recuperando parte das perdas expressivas da véspera, quando o metal caiu ao menor nível em um mês. Segundo analistas, ainda há certa cautela dos investidores diante da falta de detalhes sobre o acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para entrega em junho avançou 0,61%, encerrando o dia a US$ 3.247,8 por onça-troy.

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Segundo James Hyerczyk, da FXEmpire, apesar da suspensão temporária de tarifas por 90 dias, o acordo carece de informações concretas. "Não há datas, pautas claras nem números adicionais. Por isso, é natural que os traders voltem a comprar ouro após a correção de segunda-feira", afirmou.

Já o Deutsche Bank avalia que a trégua comercial não deve antecipar cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), que agora são esperados apenas para dezembro no cenário do banco alemão. O mercado também afastou expectativas para redução do BC americano e vê setembro como primeiro mês provável de retomada da flexibilização, conforme ferramenta de monitoramento do CME Group, mesmo após desaceleração do índice cheio da inflação ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA.

"O cenário altista de longo prazo para o ouro ainda não foi anulado", reforçou Fawad Razaqzada, analista da Forex.com. O Citi, por sua vez, projeta uma consolidação de curto prazo entre US$ 3.000 e US$ 3.300, e reduziu sua estimativa para os próximos três meses para US$ 3.150.

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No plano geopolítico, os americanos anunciaram um acordo "histórico" de US$ 600 bilhões em investimentos com a Arábia Saudita, fortalecendo laços econômicos em meio a um cenário global ainda instável.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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