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Ouro fecha em alta, com disputa entre Trump e Powell, PPI e perspectivas para o Fed

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O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 16, em dia que teve grandes atenções à postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quanto ao Federal Reserve (Fed).

Relatos de que o republicano tem planos para demitir o comandante da autoridade monetária, Jerome Powell, aumentaram expectativas de cortes de juros e chegaram a pressionar fortemente o dólar, o que tende a valorizar o metal, cotado na moeda americana. Por sua vez, o movimento arrefeceu após Trump negar os rumores. O dia contou ainda com divulgação do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) americano.

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O contrato de ouro com vencimento em agosto avançou 0,67% na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), encerrando a sessão em US$ 3.359,10 por onça-troy.

Trump afirmou nesta quarta-feira que "não estamos planejando nada" em relação à possível demissão de Powell, como relatado mais cedo pela imprensa americana - em reportagens que o presidente chamou de "não verdadeiras". No entanto, o republicano voltou a criticar duramente o chefe do banco central e indicou que a mudança no comando da instituição "acontecerá nos próximos oito meses". Trump alegou que Powell "sempre foi atrasado" nas decisões e "deveria ter cortado os juros há muito tempo". "Ele cortou os juros para ajudar os democratas. Powell é terrível, já perdemos muitos dólares", acrescentou.

Já a Capital Economics avaliou que os dados do PPI de junho nos Estados Unidos trouxeram "notícias ligeiramente melhores" sobre a inflação medida pelo núcleo do PCE, principal métrica acompanhada pelo Fed. Com os dados de hoje, a consultoria estima uma alta mensal de 0,27% do núcleo do PCE.

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Apesar da leitura mais branda, a Capital alerta que os riscos inflacionários relacionados à política comercial seguem no radar. "Os preços estão subindo em ritmo mais lento do que prevíamos no início do ano, mas a recente agressividade do presidente Trump em relação ao comércio sugere que a história está longe de acabar", avalia a consultoria.

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