Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

O baixo crescimento aflige, diz Tebet, em carta lida em seminário do BNDES

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A reforma tributária e uma regra fiscal responsável permitiriam um crescimento econômico sustentável, sem pressões inflacionárias ou aumento do endividamento público, defendeu nesta terça-feira, 21, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, em carta lida durante o seminário "Estratégias de Desenvolvimento Sustentável para o Século XXI", promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Rio de Janeiro.

Em meio às discussões entre especialistas sobre como a manutenção prolongada do elevado patamar da taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano, tem despertado preocupações com a desaceleração da atividade econômica, Tebet afirmou, na carta, que o "baixo crescimento econômico" no Brasil aflige, mas evitou atacar a política monetária, preferindo defender a reforma tributária e responsabilidade fiscal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Mas como fazer nosso crescimento econômico adquirir patamar elevado, de forma sustentável, sem pressionar a inflação ou elevado endividamento público? Como reativar o PIB em novas bases, numa economia de baixo carbono, que aposta nas formas mais modernas de crescimento?", questionou Tebet, no texto, para sugerir a reforma tributária e uma regra fiscal clara e confiável como soluções.

A ministra fez a defesa da reforma tributária como "fundamental" para proporcionar a competitividade brasileira na economia global e facilitar o ambiente de negócios dentro do País. A simplificação tributária ajudaria "a dar um choque de produtividade". "Ao tornar a vida do contribuinte, pessoa física e pessoa jurídica, mais simples, estaremos dando um choque de produtividade no país. Gastaremos menos horas por dia e dias por ano tentando entender como pagar tributos e impostos. Reduziremos a enorme carga de litígio tributário. O país ficará mais ágil e o custo geral baixará", defendeu.

Segundo a ministra, é preciso reativar o crescimento "sem descuidar em momento algum da responsabilidade com as contas públicas e do controle da inflação".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mencionar a questão de regras fiscais, Tebet defendeu que a inflação impõe um custo maior aos mais pobres. "O presidente Lula sabe bem o mal que a inflação produz no bolso dos mais pobres, dos trabalhadores, das mães, de todos. Não foi à toa que em seus dois governos anteriores ele não mediu esforços para mantê-la sempre dentro das metas do Banco Central", escreveu a ministra. "Uma boa regra fiscal é aquela que, sem deixar de lado os objetivos necessários ao país, transmite credibilidade para a política fiscal do governo. É aquela em que todos confiam que funciona", declarou.

Tebet fez uma defesa da Lei de Responsabilidade Fiscal, como um exemplo que conferiu "grande respeito a condução das contas públicas, mesmo sem estar na Constituição".

"Podemos e devemos tornar o funcionamento do Estado mais eficiente e isso pode ser feito com regras claras, transparentes, críveis e que não envolvam alterações constitucionais frequentes", defendeu. "Os puxadinhos promovidos pelo governo anterior deterioraram a percepção dos agentes quanto a política fiscal. Do calote aos precatórios aos gastos exacerbados no ano eleitoral. Isso tem um preço, que todos pagam: e os mais pobres sempre sofrem mais", criticou a ministra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV