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Nubank tem lucro líquido de US$ 637 milhões no 2º trimestre, com alta anual de 42%

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O Nubank anunciou lucro líquido de US$ 637 milhões no segundo trimestre de 2025, alta de 42% na comparação com igual período do ano passado, livre de efeitos de câmbio. Já o lucro líquido ajustado somou US$ 694,5 milhões, expansão de 23,4%. O retorno (ROE, inglês) ficou 28%.

No trimestre, o Nubank ganhou mais 4,1 milhões de clientes, um aumento de 17% em 12 meses. Com isso, chegou a 122,7 milhões de clientes nos três países em que opera - Brasil, México e Colômbia.

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No Brasil, a fintech já é a terceira maior instituição financeira em número de clientes, de acordo com o Banco Central. São 107,3 milhões no fechamento de junho, 60% da população adulta do País, e destes, 60% utilizam o Nubank como seu banco principal, segundo o balanço.

Considerando só cartão, o primeiro produto do banco digital, são 55 milhões de clientes ativos no País, ou seja, que utilizam efetivamente o meio de pagamento.

O CEO e fundador do Nubank, David Vélez, destaca que o alto engajamento dos clientes fez as receitas crescerem 85% desde 2021 e também fez o lucro quase triplicar no período.

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"Apresentamos esses resultados mesmo com investimentos contínuos em crescimento", afirma, em comentário no balanço. Vélez ressalta que o balanço da fintech comprova que é possível "escalar eficientemente, com disciplina, e ainda gerar fortes lucros enquanto construímos a base para o longo prazo".

As receitas do banco no segundo trimestre de 2025 aumentaram 40%, na comparação anual, também sem considerar os efeitos do câmbio, atingindo o recorde de US$ 3,7 bilhões. Já a receita financeira líquida de juros, indicador conhecido como NII (na sigla em inglês) aumentou 33% em um ano, para US$ 2,1 bilhões, novo recorde. A margem financeira líquida (NIM, na sigla em inglês) aumentou 20 pontos-base, para 17,7%.

A carteira de crédito do banco digital cresceu 40% em 12 meses, para US$ 27 bilhões, puxada por empréstimos com garantia, como o consignado, com alta de 200%, e sem garantia, como crédito pessoal, com avanço de 70%. Cartão de crédito teve crescimento de 24%.

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Inadimplência

O índice de inadimplência do Nubank, considerando os atrasos de 15 a 90 dias, fechou o segundo trimestre em 4,4%, de 4,7% no primeiro trimestre. Já o índice para atrasos acima de 90 de dias somou 6,6%, ante 6,5% do primeiro trimestre. Segundo o banco, o aumento reflete a alta observada na inadimplência de curto prazo no primeiro trimestre e seguindo o padrão sazonal.

"No que refere à qualidade da carteira de crédito, não obstante o crescimento, está com performance bem em linha, talvez até marginalmente melhor, do que a gente esperava em absolutamente em todas as classes de ativo", afirma o diretor financeiro (CFO) do Nubank, Guilherme Lago.

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As provisões para devedores duvidosos cresceram só 1% no trimestre, sem o efeito do câmbio, para US$ 1,012 bilhão. O índice de cobertura ficou em 228%.

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