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No mercado de juros, DIs sobem com impasse para acordo EUA-Irã e pesquisa eleitoral

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Sem sinalizações positivas para um acordo entre Estados Unidos e Irã, os preços do petróleo subiram cerca de 5% e realimentaram temores em torno de inflação e juros globais mais elevados. Como resultado, os juros futuros da B3 subiram do início ao fim do pregão, renovando máximas no período da tarde.

No noticiário local, a pesquisa BTG/Nexus mostrou liderança das intenções de voto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva - considerado menos fiscalista pelo mercado financeiro - e adicionou mais prêmio de risco para a curva, que inclinou, embora haja empate técnico contra o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno.

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A taxa do DI para janeiro de 2027 fechou em 13,74%, de 13,743% do ajuste de sexta-feira, o para janeiro de 2029 subiu a 14,1%, de 14,029%, e o para janeiro de 2031 avançou a 14,375%, de 14,28%.

Um desenho mais inclinado da curva denota preocupações com fatores estruturais, como o fiscal, mas nesse caso também espelha o próprio esboço dos rendimentos dos Treasuries americanos, vide o T-bond de 30 anos com alta a 5,250% versus o juro da T-note de 2 anos avançando para 4,241%.

Para o analista Rafael Passos, da Ajax Asset, a alta dos juros futuros é reflexo principalmente do exterior, com o noticiário geopolítico reforçando postura cautelosa. "Os juros dos Treasuries voltaram a abrir depois que tivemos o petróleo ganhando força", comenta.

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No período da tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, praticamente negou a possibilidade de pagar compensação ao Irã pelos danos deixados pela guerra no Oriente Médio, um dos requisitos de Teerã para abrir o Estreito de Ormuz e avançar em conversas sobre o acordo de paz. "Isso nunca foi mencionado durante nossas negociações! Mas é uma ideia interessante e agora também demandarei compensação", disse.

O Irã tem afirmado que não reabrirá o Estreito de Ormuz até que Washington atenda às condições iranianas. Os pedidos de Teerã incluem ainda que os EUA suspendam o bloqueio, retirem as sanções econômicas e liberem ativos iranianos congelados.

A dissonância entre os pedidos de Teerã e os atos de Washington fizeram o Brent para outubro saltar 4,99%, a US$ 87,72 o barril. O estrategista-chefe da Sincra, Gustavo Cruz, avalia que há uma visão negativa sobre a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã, o que puxa a inflação futura, possivelmente pressionando o Fed e demais bancos centrais a deixarem as taxas de juros em patamares mais altos.

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Felipe Passero, sócio da Jaguaretê Investimentos, afirma ainda que "há uma saída grande de estrangeiros no mercado brasileiro e houve divulgação de pesquisa eleitoral com uma vantagem maior para Lula". Segundo o levantamento BTG/Nexus, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro 35% das intenções de voto no primeiro turno, contra 47% x 44% no segundo, empatados tecnicamente.

O discurso sobre austeridade fiscal de Lula mudou de 2022 para cá, mostra reportagem do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. No último pleito, o petista defendia o fim do teto de gastos e a flexibilização do gasto público; neste ano, fala mais em uma política de "profunda reorganização fiscal" e de "responsabilidade fiscal".

Na terça, destaque para a ata do Copom e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, em que o mercado buscará pistas sobre a política monetária. O Projeções Broadcast mostra estimativa mediana de que a inflação desacelere para 0,03%, após alta de 0,16% em junho.

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