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Natura&Co reverte lucro e registra prejuízo consolidado de R$ 6,693 bi no 3º trimestre

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A Natura &Co registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 6,693 bilhões no terceiro trimestre de 2024, revertendo lucro de R$ 7,024 bilhões apurado no mesmo intervalo do ano passado.

Em seu release de resultados, a empresa explica que o prejuízo deve-se, principalmente, ao efeito não-caixa de R$ 6,995 bilhões relativo à recuperação judicial da Avon Products Inc. (API).

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"A Natura&Co está desconsolidando neste trimestre os resultados da Avon Products e de suas subsidiárias, em função do Chapter 11 voluntário anunciado em agosto de 2024. Como resultado, um prejuízo não-caixa e não-recorrente foi contabilizado em Operações Descontinuadas no trimestre, que acabou anulando o lucro líquido positivo obtido com as Operações Continuadas no período", destaca o CEO do Grupo Natura&Co, Fábio Barbosa.

Segundo o executivo, qualquer perda líquida que possa ainda constar no resultado anual de 2024 poderá ser potencialmente compensada pela reserva de capital, com a devida aprovação dos acionistas, visando permitir que a companhia possa retomar a distribuição de dividendos.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciação) consolidado somou R$ 659,2 milhões entre julho e setembro, um crescimento de 87,6% ante o registrado um ano antes.

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O Ebitda recorrente, por sua vez, foi de R$ 870 milhões no terceiro trimestre, aumento de 52% em relação aos R$ 572 milhões de um ano antes.

A receita líquida consolidada cresceu 17,4% no terceiro trimestre, totalizando R$ 5,976 bilhões. Segundo a empresa, a receita foi impulsionada pelo desempenho no Brasil e pela aceleração do ritmo de crescimento da Natura nos mercados hispânicos.

"Essa aceleração foi parcialmente compensada pelos ajustes da Avon em toda a região hispânica e pela categoria Casa & Estilo, que registrou um declínio menor da receita em relação ao trimestre anterior e na qual a companhia tem uma exposição cada vez menor como porcentual da receita total", destaca a companhia.

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As despesas financeiras líquidas totalizaram R$ 171 milhões entre julho e setembro ante despesas de R$ 851 milhões de um ano antes.

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