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Não vamos mudar regra fiscal ou abrir exceção a isso por conta da guerra no Irã, diz Durigan

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, 9, em entrevista ao portal Uol, que não vai mudar a regra fiscal ou abrir exceções a ela por conta da guerra no Irã. Ainda assim, declarou que as medidas para conter alta nos preços dos combustíveis serão renovadas enquanto for necessário, mas com o cuidado de não torna-las algo perene.

"Não vou usar o argumento de que teve uma guerra e eu vou ter que fazer agora uma série de ajudas aos setores da economia, que eu vou mudar minha regra fiscal, que eu vou abrir uma exceção adicional, eu não vou fazer isso. Eu sigo com a minha regra fiscal e vou bater a meta da regra fiscal", afirmou.

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Ele disse ainda que a regra fiscal se manteve a mesma com a guerra e que tudo que estão fazendo para fortalecer a integração entre política monetária e fiscal será feito, cumprindo as metas estabelecidas antes da guerra.

"Tem uma série de coisas sendo feitas e nós vamos renovar isso com cuidado para não virarem medidas que depois a gente não consiga retomar, mas, enquanto houver esse efeito da guerra, medidas de combustíveis serão adotadas", completou.

Segundo ele, os juros estão altos por fatores externos e não por gastos do governo. Além disso, afirmou que a taxa Selic em nível elevado é insatisfação dele e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e isso deve ser vocalizado.

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"Eu não tenho nenhuma intenção e nem quero convencer o presidente a ficar quieto. Ao contrário, o presidente precisa falar e o incomodo do presidente com a taxa de juros diz muito que é algo que incomoda a população, é preciso vocalizar esse tipo de coisa", declarou o ministro.

Novo Desenrola

Na entrevista, Durigan também disse que mais de 6 milhões de pessoas foram beneficiadas com o novo Desenrola, de acordo com dados da manhã desta terça-feira.

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Pelos números apresentados, 4 milhões de pessoas saíram do "negativo"; 1,1 milhão de pessoas pagaram dívidas à vista; e, além disso, 1,7 milhão de dívidas já foram renegociadas. As regras do programa incluem: desconto de até 90% sobre a dívida antiga e taxa máxima de juros de 1,99% ao mês.

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