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Não há risco relevante para a estabilidade financeira doméstica, diz BC em relatório

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O Banco Central considera não haver riscos relevantes para a estabilidade financeira doméstica, diante de níveis confortáveis de capitalização e liquidez do Sistema Financeiro Nacional (SFN), além de provisões adequadas ao nível de perdas esperadas. "A confiança do mercado financeiro na estabilidade do SFN permanece próxima à máxima histórica", diz o regulador, no Relatório de Estabilidade Financeira (REF), divulgado na manhã desta quarta-feira, 12.

A autarquia nota que o ambiente externo continua incerto, diante das dúvidas sobre as implicações que o "reposicionamento das políticas comerciais globais" vai ter. Mesmo com novos acordos comerciais e a entrada em vigor das tarifas americanas, a incerteza permanece e deve permanecer elevada, segundo o BC.

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No front doméstico, a atividade econômica terminou o primeiro semestre desacelerando, conforme o esperado, embora o mercado de trabalho continue dinâmico.

Índice de Liquidez

O Índice de Liquidez (IL) do Sistema Financeiro Nacional atingiu 2,1 em junho deste ano, segundo a mediana do REF do primeiro semestre. Em dezembro de 2024, a taxa era de 2,5.

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O IL é usado para avaliar a capacidade de pagamento de instituições financeiras em relação às suas obrigações.

Ele representa a relação entre os ativos mais líquidos do sistema bancário e a honra de seus compromissos em um prazo de 30 dias. Quanto maior o número, mais confortável é a situação de liquidez dos bancos.

O Índice de Liquidez Estrutural (ILE) atingiu 1,2, estável em relação a dezembro, considerando a mediana. É desejável que o índice esteja próximo ou acima de 1. O ILE serve para verificar quanto as instituições possuem de recursos estáveis em seus passivos para fazer frente a um ativo de mais longo prazo - seja ele crédito, investimento ou participação societária, entre outros.

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Índice de Basileia

O Índice de Basileia do Sistema Financeiro Nacional atingiu 17,36% em junho deste ano, segundo o REF do primeiro semestre. Em dezembro de 2024, o índice era de 17,22% (dado revisado).

O Índice de Basileia é um conceito internacional, definido pelo Comitê de Basileia, que estabelece uma relação mínima entre o Patrimônio de Referência (PR) e os ativos ponderados pelo risco (RWA) dos bancos.

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As instituições financeiras brasileiras precisam obedecer a um índice mínimo de 8%. Isso significa que, para cada R$ 100 que um banco empresta, precisa ter pelo menos R$ 8.

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