Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

MP pede suspensão do plano de Recuperação Fiscal de MG por jetons pagos a secretários de Zema

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) entrou com uma representação na Corte contra o aumento de 300% na remuneração recebida por secretários do governador Romeu Zema (Novo), turbinada por jetons - valor pago por participação em conselhos estatais.

A manifestação do subprocurador Lucas Rocha Furtado diz que o aumento de 300% para a cúpula dos servidores de Minas Gerais, com acréscimo de remuneração extra em conselhos, se deu enquanto a dívida estatal chega a R$ 160 bilhões, e é considerado irregular pelo Conselho de Supervisão do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), a que o Estado mineiro pretende aderir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A representação pede ao TCU determinar que o Tesouro Nacional suspenda a habilitação de Minas para aderir ao RRF, e consequentemente seu acesso aos benefícios do regime, enquanto os jetons continuarem a ser pagos aos secretários de Zema.

Também pede ressarcimento de valores pagos aos servidores estaduais, incluindo Zema, beneficiados com o reajuste, "em desconformidade com o princípio constitucional da moralidade administrativa".

"A sociedade não aceita mais isso, sobretudo quando é pública e notória a precariedade dos serviços públicos que lhe são oferecidos. Aumentos da ordem de 300% para salários já turbinados por jetons, como os que ora foram noticiados constituem verdadeira afronta e agressão ao contribuinte, que é quem paga a conta. Além de uma ser irregular à luz das regras do RRF, regime que o estado de MG pretende aderir, o aumento também fere o princípio da moralidade administrativa, evidenciando o insaciável apetite por recursos públicos demonstrado pelo chefe do executivo de MG e pelos servidores beneficiados por este reajuste salarial", escreve Furtado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Conselho de Supervisão do RRF de Minas Gerais considera que o aumento de 300% concedido a Zema, ao vice-governador Mateus Simões (Novo), e aos secretários estaduais no ano passado é irregular pois descumpre as regras do programa de renegociação da dívida dos estados com a União.

A lei do Regime de Recuperação Fiscal estabelece como exceção a concessão de recomposição salarial para corrigir perdas inflacionárias. A inflação foi de 6,34% em 2022 e de 4,62% em 2023. Zema sancionou o reajuste de 300% em maio do ano passado.

Em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) ele justificou que era necessário corrigir uma inconstitucionalidade: seu salário deveria servir como teto do funcionalismo mineiro, mas havia servidores que ganhavam mais do que o governador. Antes do aumento, Zema recebia R$ 10,5 mil, valor que não era reajustado desde 2007.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O principal problema de Minas Gerais é a dívida de R$ 164 bilhões com a União. As parcelas do débito não são pagas desde o final de 2018 com base em liminares do STF renovadas sucessivamente desde então.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV