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Motta: há mudança de comportamento no mundo que leva de volta a 'períodos bem retrógrados'

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que, com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estabelecer novas tarifas comerciais, "nós estamos tendo uma mudança de comportamento para aquilo que nos leva a períodos bem retrógrados".

As declarações ocorreram na manhã desta segunda-feira, 7, durante evento sobre o atual cenário político brasileiro, realizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

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Na ocasião, ele afirmou que o período representa "a volta do bilateralismo e do mercantilismo como condutor da geopolítica econômica mundial".

Motta prosseguiu: "Por mais que uns tragam essa decisão do presidente Trump de adotar essas tarifas como uma geração de oportunidades para os países emergentes, eu não tenho essa plena certeza."

Para o deputado, ainda restam dúvidas sobre os efeitos do movimento do governo norte-americano.

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"Nós temos um grande parceiro comercial do Brasil, que é a China, entrando numa rota de colisão com os Estados Unidos, onde ela é o maior parceiro comercial, fornecedor de mercadorias para os Estados Unidos. E depois dessas tarifas, nós não sabemos como isso vai ficar", declarou Motta. "Então, apostar que o Brasil, que é um grande exportador de commodities, vai sair ganhando com isso, eu acho que nós temos que esperar um pouco para ver", continuou.

Na sequência, Motta disse que a decisão de Trump reforça o dever do Brasil de "acertar a mão" na sua política econômica. "Se nós já tínhamos, antes dessa decisão do Estados Unidos, de ir por esse caminho, antes da eleição do Trump, a obrigação de sermos mais eficientes do ponto de vista da eficiência da máquina pública e do dever fiscal, eu penso que essa tarefa agora será redobrada, obrigando não só nós do Congresso, mas o próprio Poder Executivo e o Poder Judiciário a terem também essa responsabilidade", disse.

Estavam presentes no evento integrantes do governo paulista de Tarcísio de Freitas (Republicanos), como os secretários Gilberto Kassab (Relações Institucionais), Samuel Kinoshita (Fazenda) e Guilherme Afif Domingos (Projetos Estratégicos).

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Também compareceram o líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), e o deputado Danilo Forte (União-CE).

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