Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Monitor da FGV aponta alta de 0,3% para o PIB em janeiro ante dezembro

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,3% em janeiro ante dezembro, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na comparação com janeiro de 2024, houve crescimento de 2,5% em janeiro de 2025. A taxa acumulada em 12 meses até janeiro foi de 3,2%.

Segundo a FGV, embora a atividade econômica mantenha resultados positivos, já há um processo disseminado de desaceleração. O avanço no PIB em janeiro foi decorrente de crescimentos na agropecuária e nos serviços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"O crescimento de 0,3% da economia em janeiro, em comparação a dezembro, é explicado pelo forte crescimento da agropecuária e a resiliência do setor de serviços, em que a única retração foi registrada no comércio. A indústria, em contrapartida, retraiu no mês, com quedas observadas nos quatro tipos de indústria analisadas (extrativa, transformação, eletricidade e gestão de resíduos, e construção). Pela ótica da demanda, embora o consumo tenha voltado a crescer em janeiro, após três meses seguidos de queda, os investimentos (formação bruta de capital fixo) retraíram na comparação com dezembro", apontou Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB - FGV, em nota oficial.

A pesquisadora acrescenta que, na comparação com o mesmo período do ano anterior, "observa-se evidente desaceleração da economia, embora os resultados sejam, de modo geral, positivos".

"Este retrato da economia reforça o que já vem sendo apontado em edições anteriores do Monitor do PIB-FGV que, embora a economia esteja com resultados positivos, há um processo disseminado de desaceleração. A elevação da incerteza externa aliada a alta taxa de juros interna com tendência de aumento ao longo do ano, sinalizam dificuldades de crescimento dos setores mais relacionados ao ciclo econômico, como o industrial e o de investimentos. Em contrapartida, o resultado positivo na agropecuária pode indicar um alívio para a atividade econômica, caso o recorde esperado da safra agrícola para este ano se confirme", completou Trece.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

No trimestre encerrado em janeiro de 2025 ante o trimestre até janeiro de 2024, o PIB avançou 2,6%. Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 2,6%.

"Apesar do crescimento, o consumo mostra desaceleração já iniciada no final do ano passado. Os menores crescimentos registrados nos bens de consumo duráveis, não duráveis e de serviços explicam essa desaceleração", ressaltou a FGV.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Formação Bruta de Capital Fixo teve uma elevação de 8,8% no trimestre até janeiro ante o mesmo período do ano anterior.

"A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) segue apresentando forte crescimento, embora este esteja com tendência declinante desde o terceiro trimestre do ano passado. A desaceleração é disseminada, mas a construção destaca-se com redução de 0,8 p.p. de contribuição na taxa trimestral interanual finda em janeiro, em comparação a finda no terceiro trimestre de 2024", apontou o relatório do Monitor do PIB.

A exportação de bens e serviços registrou queda de 2,5% no trimestre até janeiro ante o mesmo período do ano anterior, influenciada pelo desempenho negativo dos produtos agropecuários e da extrativa mineral. Já a importação de bens e serviços aumentou 12,0% no período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Após atingir crescimento de 19,0% no trimestre móvel findo em novembro, a importação tem desacelerado. Embora esse enfraquecimento não seja explicado exclusivamente pelo desempenho da importação de bens intermediários, este é o principal responsável por essa evolução. No trimestre móvel findo em novembro este tipo de importação contribuiu com 9,2 p.p. para o crescimento de 19,0%, enquanto no trimestre findo em janeiro, a contribuição foi de 4,3 p.p. para o crescimento de 12,0%", explicou a FGV.

Em termos monetários, o PIB alcançou R$ 1,052 trilhão em janeiro, em valores correntes. A taxa de investimento da economia foi de 19,4% em janeiro.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV