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MME apresenta a empresários atualizações sobre ações para barateamento do gás natural

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O Ministério de Minas e Energia (MME) apresentou a representantes de empresas e associações ligadas à cadeia de gás natural atualizações sobre medidas para o setor. Na reunião, o ministro Alexandre Silveira falou sobre perspectivas para os ajustes que buscam ampliar a competitividade do mercado, com medidas para redução de preços.

Na apresentação, o custo de infraestrutura é apontado como principal gargalo para a oferta de preços competitivos. A PPSA vende gás natural da União a US$ 1,50/MMBtu para a Petrobras, mas o preço chega ao consumidor a US$ 16,10/MMBtu devido às tarifas de escoamento, processamento e transporte. Com isso, discute-se mudanças na forma de calcular a remuneração dessas etapas.

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Participaram da reunião empresas como Gerdau, Usiminas e CSN. Ainda, entidades representativas como a Aço Brasil, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e a Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).

O presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, diz que a agenda de revisão dos preços da cadeia de gás é crucial para a saúde da indústria brasileira. "O custo de transporte precisa refletir depreciação de ativos", afirmou a jornalistas após a reunião desta quarta-feira. "Há urgência da indústria nacional. A indústria química está caminhando para a ociosidade de 50%."

Outra ação para reduzir os preços é a ampliação da oferta. Para isso, a gestão federal aposta em projetos como a estruturação da Unidade de Processamento de Gás Natural e Gasoduto Rota 3 da Petrobras (18 milhões de m³/dia) e o acordo de fornecimento de gás da Argentina (Vaca Muerta), com potencial de 10 milhões de m³/dia.

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Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que, mesmo sem concorrência, os preços poderiam ser reduzidos significativamente, como US$ 0,84/MMBtu em alguns cenários estudados. O governo apontou na reunião que considera justos U$ 2 para escoamento e U$ 2,80 para tratamento.

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