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Ministério tenta acordo com Fazenda para ampliar desconto de impostos para aéreas

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O Ministério de Portos e Aeroportos está em negociação com o Ministério da Fazenda para ampliar o alcance do desconto de 40% nos impostos incidentes sobre a operação das companhias aéreas. A medida, inicialmente restrita à aviação regional, pode ser estendida a operações mais amplas do setor, como forma de estimular a expansão da malha aérea, segundo a Pasta de Portos e Aeroportos.

"A iniciativa de estender os descontos fiscais é uma resposta proativa a esses desafios, buscando garantir a competitividade do setor e, ao mesmo tempo, promover a acessibilidade ao transporte aéreo para um número maior de cidadãos", afirmou o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, por meio de nota.

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A iniciativa ocorre em meio a preocupações das companhias aéreas com o aumento de custos decorrente da reforma tributária e seus efeitos sobre o preço das passagens. Questionado sobre quanto a União deixaria de arrecadar com a isenção, o Ministério de Portos e Aeroportos ainda não informou os cálculos apresentados à Fazenda.

A proposta em discussão prevê que a redução tributária seja aplicada de maneira mais abrangente, permitindo que empresas que operam rotas mais rentáveis, por serem mais procuradas, tenham maior margem operacional para investir em voos regionais.

A avaliação da Pasta é que a flexibilização pode contribuir para equilibrar a sustentabilidade financeira das companhias e ampliar a conectividade em áreas com menor oferta de transporte aéreo.

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O Ministério defende que a otimização da carga tributária em trechos mais lucrativos criaria condições para financiar a abertura de novas rotas e o aumento da frequência em destinos regionais, especialmente em localidades com baixa densidade de demanda.

A pasta também mantém diálogo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para viabilizar juridicamente a proposta sem a necessidade de alterações na Lei Complementar 214/2025, que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo, com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A interpretação técnica em análise busca permitir a ampliação do benefício por meio de regulamentação infralegal.

Uma ala do Ministério também propõe que se avaliem medidas para reduzir a incidência tributária sobre o transporte aéreo internacional.

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