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México: novo governo anuncia plano agrícola para impulsionar produção de feijão e milho

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O novo governo do México anunciou nesta terça-feira, 21, um plano agrícola que pode fazer com que a produção e distribuição de alimentos do país se pareçam muito mais com as da década de 1980, quando as refeições mexicanas eram dominadas por tortilhas, feijões, café instantâneo e chocolate quente barato.

Quatro décadas atrás, os ingredientes para essas refeições eram, no geral, comprados em lojas do governo que estocavam alguns produtos básicos.

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A presidente Claudia Sheinbaum prometeu reavivar os armazéns governamentais, muitas vezes decadentes e limitados, e continuar os esforços para alcançar a "soberania alimentar".

"Trata-se de produzir o que comemos", disse Sheinbaum sobre sua política, cujo foco principal será aumentar a produção de feijão e milho.

Sheinbaum parece ter um profundo interesse em impulsionar feijões . Na segunda-feira, ela disse: "É muito melhor comer um taco de feijão do que um saco de batata frita."

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O secretário da Agricultura, Julio Berdegué, disse que o foco seria garantir preços para agricultores que cultivam milho usado para tortilhas e reduzir os preços das tortilhas em 10%.

O governo pretende aumentar a produção de feijão em cerca de 30% em seis anos para substituir as importações e criará centros de pesquisa para fornecer sementes da leguminosa de maior rendimento.

O governo também buscará apoiar a produção de café, mas principalmente para preparação instantânea, que é usada por 84% dos lares mexicanos, segundo o Executivo. O plano também buscará apoiar a produção de cacau, sobretudo em pó e para chocolate quente, e não para barras de chocolate fino.

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As políticas parecem ir contra as tendências do mercado. Hoje em dia, a maioria dos mexicanos faz compras em supermercados modernos, e o consumo de café moído na hora, não instantâneo, aumentou enormemente, acompanhado por um boom de redes e lojas especializadas em café.

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