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Mesmo com intervenção do BC, dólar volta a subir e vai a R$ 6,03

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Mesmo com uma nova intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, o dólar voltou a subir nesta sexta, 13, diante do real. A moeda americana fechou o último dia da semana cotada a R$ 6,03, o que representou uma alta de 0,40%. Além da valorização do dólar no exterior e do avanço dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA, que geralmente pesam contra as divisas emergentes, o real sofreu novamente com as incertezas em torno da tramitação das medidas de corte de gastos apresentadas pelo governo ao Congresso.

Apenas nos primeiros 15 dias de dezembro, o dólar já acumula valorização de 4,18% ante o real. No ano, o ganho chega a 24,27%. O Ibovespa, principal índice da Bolsa, também não escapou, e voltou a cair - agora, 1,13%, aos 124.612 pontos. No ano, a Bolsa acumula queda de 7,13%.

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"A semana foi de muita volatilidade para os ativos domésticos com os problemas fiscais e o noticiário sobre a saúde do presidente (Luiz Inácio Lula da Silva). Vimos isso especialmente na taxa de câmbio, embora a alta da taxa Selic tenha ajudado o real em um primeiro momento", disse Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, referindo-se ao aumento de 1 ponto porcentual na Selic anunciado na quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Leilão de dólar

Ontem, o BC voltou ao mercado e realizou um leilão de dólares à vista, a primeira operação desse tipo desde 30 de agosto, por meio do qual vendeu US$ 845 milhões. A operação teria atendido a uma demanda específica e pontual por divisas em um dia marcado pela baixa liquidez, segundo avaliação de analistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast.

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"Não acho que o BC está tentando defender qualquer nível de taxa de câmbio. É que falta liquidez mesmo. O BC agiu de forma correta ao intervir neste momento", disse o head da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, lembrando que nesta época do ano há uma demanda maior de dólares para remessas de empresas ao exterior.

Para o economista-chefe da corretora Monte Bravo, Luciano Costa, pelo volume absorvido pelo mercado é mais provável que o BC tenha atuado para suprir uma demanda pontual, sem o objetivo de alterar o nível da taxa de câmbio. "O volume vendido não é grande. Um movimento de intervenção verdadeiro seria anunciar um leilão diário de câmbio, como já foi feito no passado. Mas parece que não é o caso", disse Costa.

No início da noite de ontem, porém, o BC anunciou que fará um novo leilão de venda de dólares com compromisso de recompra (um leilão de linha, no jargão do mercado) de US$ 3 bilhões na próxima segunda-feira. O BC já havia injetado US$ 4 bilhões por meio desse mecanismo na quinta-feira - e, mesmo assim, a moeda acabou fechando o dia em alta.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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