Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Mercado passa a ver Selic a 10% no fim de 2024, mostra Focus

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Na esteira da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, o mercado financeiro voltou a aumentar sua estimativa para a Selic no fim deste ano, e a projeção agora considera um resultado de dois dígitos - indicando a expectativa de proximidade de fim do atual ciclo de corte da taxa básica de juros.

De acordo com o boletim Focus, compilação semanal feita pelo próprio BC, a mediana das estimativas dos economistas passou de 9,75% para 10% - ante 9,5% há um mês. Já a projeção para 2025 foi mantida em 9%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O mercado também piorou seus números para o rombo fiscal do governo, inflação e PIB no ano. No primeiro caso, a mediana das projeções para o déficit primário foi de 0,64% para 0,70% do PIB, retomando o patamar de um mês atrás. Já o crescimento da economia brasileira em 2024, cuja estimativa era de 2,09% até a semana passada, recuou para 2,05%. E houve aumento de previsão para o IPCA no acumulado de 2024 - de 3,76% para 3,80% (o centro da meta é de 3%, podendo chegar ao teto de 4,5%).

No último dia 8, em uma reunião que terminou sem consenso, o Copom anunciou um corte de 0,25 ponto porcentual para a Selic - para 10,5% ao ano -, interrompendo um ciclo de seis reduções consecutivas de 0,5 ponto. Em comunicado divulgado após o anúncio, o Copom atribuiu a decisão ao "ambiente externo", que se mostra "mais adverso, em função da incerteza elevada e persistente" sobre o corte de juros nos EUA. Disse também que, no cenário doméstico, "o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado maior dinamismo do que o esperado" - com efeito sobre as expectativas da inflação.

A mensagem foi reforçada com a publicação da ata, na semana passada, que falou em postura "mais contracionista" e "cuidadosa" com os juros - o que foi lido por parte do mercado como sinal de fim de novas reduções da Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa é, por exemplo, a avaliação da Asa Investments, que elevou de 9,75% para 10,50% sua projeção para a taxa Selic no final de 2024. Em nota, o economista da casa Leonardo Costa afirmou que as expectativas de inflação mais longas no boletim Focus devem continuar registrando piora, "o que deve se chocar com o desejo do Banco Central de reancoragem à meta".

O banco americano Wells Fargo também não vê espaço para novas reduções neste ano. "A volatilidade da moeda brasileira aumentou ao longo das últimas semanas, o que pode alimentar a inflação de serviços. Além disso, o governo Lula demonstra escorregar na disciplina fiscal, o que pode ser exacerbado pelo desastre natural em partes do País", avaliou o banco, em relatório. (COLABORARAM GUSTAVO NICOLETTA e DANIEL TOZZI MENDES)

As informações são do jornalO Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV