Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Mercado não é nem de direita e nem de esquerda, diz Campos Neto

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Após as reações negativas do mercado à indefinição do plano econômico do governo eleito, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse neste sábado, 26, que o mercado não é de direita e nem de esquerda. "O mercado é uma engrenagem de preços. E o preço do mercado é importante porque diz como, onde e quando alocar os recursos", afirmou, em participação em evento organizado pelo grupo de empresários Esfera Brasil.

Campos Neto repetiu que pela primeira vez o mercado tratou a Inglaterra da mesma forma como trata países emergentes, como o Brasil. "O evento da Inglaterra quebrou vários paradigmas sobre o mercado. A gente viu a desorganização de preços que ocorreu na velocidade que ocorreu, por um tema fiscal muito parecido. Foi a primeira vez que um mercado desenvolvido com muita liquidez perdeu a liquidez da mesma forma que emergentes perdem",afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O presidente do BC reforçou que houve um gasto global muito alto na pandemia, levando a uma dívida maior, e alertou que há uma questão sobre como se chegar a um equilíbrio fiscal de longo prazo enquanto ainda é necessário atender o social. "A preocupação em relação à inflação no mundo vai diminuir um pouco, mas é preciso haver coordenação entre as políticas monetária e fiscal. Você não quer estar subindo os juros de um lado e de outro o fiscal ser expansivo, porque no final você entra em trajetória de colisão", avaliou.

Campos Neto argumentou ainda que muitas reformas feitas nos últimos anos deixaram um legado, afetando a oferta. "Precisamos entender que juros não é causa, é consequência. Nenhum banqueiro central quer ter juros altos, a gente quer ter juro baixo", reiterou.

O presidente do Banco Central repetiu que o crescimento sustentável resume o grande desafio para a economia, sob vários ângulos. "Precisamos trazer isso para a nossa agenda. A gente precisa democratizar o sistema financeiro, gerar inclusão e educação financeira. E fizemos várias reformas no mercado de capitais", reafirmou, em participação em evento organizado pelo Esfera Brasil. "A gente precisa colocar tecnologia para reduzir barreiras de entrada no sistema financeiro. A gente precisa avançar em sustentabilidade climática", completou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV