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Membro do Fed espera alta da inflação nos próximos meses, mas prevê meta de 2% atingida em 2027

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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, John Williams, disse nesta segunda-feira, 30, que o aumento significativo nos preços da energia, resultante dos acontecimentos no Oriente Médio, provavelmente impulsionará a inflação geral nos próximos meses, mas que os efeitos devem se reverter parcialmente ainda este ano, supondo que os preços do petróleo caiam após o fim das hostilidades.

Em evento da Staten Island Economic Development Corporation, Williams afirmou que espera que a inflação ampla fique em torno de 2,75% em 2026 nos EUA, antes de atingir a meta de longo prazo do Fed de 2% em 2027.

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De acordo com ele, não há sinais de que efeitos de segunda ordem significativos decorrentes das tarifas estejam se espalhando para o resto da economia.

Além dos preços, a guerra pode ainda prejudicar o crescimento, segundo o dirigente, que ressaltou os recentes acontecimentos no Oriente Médio como um grande fator de incerteza. "O baixo nível de contratação pode estar aumentando o pessimismo econômico", acrescentou.

Ainda assim, Williams espera que taxa de desemprego diminua ligeiramente ao longo deste ano e do próximo, mesmo com o mercado de trabalho enviando uma "série incomum de sinais contraditórios" recentemente.

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"Com base no que sabemos hoje, espero que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) fique próximo de 2,5% este ano, refletindo os impulsos positivos da política fiscal, as condições financeiras favoráveis e os investimentos em inteligência artificial", frisou o dirigente.

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