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Mediana de IPCA 2025 passa de 5,08% para 5,50%, acima do teto da meta, diz Focus

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A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 subiu pela 15ª semana consecutiva, e desta vez saltou de 5,08% para 5,50% - exatamente 1 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Um mês antes, era de 4,96%. Considerando apenas as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária ficou ainda maior, passando de 5,11% para 5,64%.

A partir deste ano, a meta começa a ser apurada de forma contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro continua em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.

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A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela quinta semana seguida, de 4,10% para 4,22%. Um mês antes, estava em 4,01%. Considerando apenas as 109 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção aumentou de 4,10% para 4,26%.

A estimativa intermediária para a inflação de 2027 permaneceu em 3,90%, contra 3,83% de quatro semanas atrás. A projeção para o IPCA de 2028 passou de 3,58% para 3,73%, ante 3,50% um mês antes.

O Comitê de Política Monetária (Copom) considera o segundo trimestre de 2026 como horizonte relevante da política monetária. O colegiado espera um IPCA de 4,0% nos quatro trimestres fechados nesse período, no cenário com a taxa Selic do Focus (de 6 de dezembro) e dólar começando em R$ 5,95 e evoluindo conforme a paridade do poder de compra (PPC).

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Também no cenário de referência, o Banco Central espera que o IPCA termine 2025 em 4,50% e desacelere a 3,60% em 2026.

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