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MDIC: Defesa terá investimento de R$ 112,9 bi e Embraer assinará acordo com Finep e BNDES

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O governo Lula divulgou nesta quarta-feira, 12, que há R$ 112,9 bilhões em investimentos, sendo R$ 79,8 bilhões públicos e R$ 33,1 bilhões privados, previstos para as políticas de desenvolvimento da indústria da defesa. Os valores serão destinados à chamada "Missão 6" da Nova Indústria Brasil (NIB), focada em tecnologias estratégicas para a soberania e defesa nacionais.

O Planalto promoveu nesta quarta uma cerimônia para divulgar esses números e comemorar um ano de lançamento da NIB, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

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De acordo com o MDIC, o evento também marca a assinatura da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de contrato com a Embraer para projetos de inovação no setor.

A pasta informou que, de recursos públicos, são R$ 31,4 bilhões do PAC Defesa voltados para projetos como o caça Gripen, o avião cargueiro KC-390, viaturas blindadas, fragatas e submarinos.

A Finep também investe em projetos estratégicos, como o reator multipropósito brasileiro e o foguete de decolagem para veículos hipersônicos, com R$ 4,2 bilhões já colocados e previsão de mais R$ 331 milhões.

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Já o BNDES e o Banco do Brasil apoiaram as exportações do setor com mais de R$ 23,75 bilhões até o momento, e o BNDES projeta mais R$ 20 bilhões até 2026.

De investimentos privados, os R$ 33,1 bilhões são divididos entre os setores aeroespacial e defesa (R$ 23,7 bilhões), nuclear (R$ 8,6 bilhões) e segurança e outros (R$ 787 milhões).

A prioridade da Missão 6 é o fortalecimento de três cadeias prioritárias, de satélites, veículos lançadores e radares.

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"Esses setores foram definidos com base na existência de capacidades locais construídas, potencial de geração de exportações de alta intensidade tecnológica e de geração de empregos qualificados", disse o MDIC.

De metas, o objetivo é alcançar 55% de domínio das tecnologias críticas para a defesa até 2026, e 75% até 2033. Atualmente, o Brasil domina 42,7% das tecnologias críticas, definidas a partir de lista de 39 projetos estratégicos de PD&I de tecnologias críticas estabelecidos pelo MDIC, os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Finep e a Agência Espacial Brasileira.

O MDIC contabiliza que, no total, a indústria brasileira dispõe de uma previsão de R$ 3,4 trilhões em investimentos públicos e privados.

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O investimento público é de R$ 1,1 trilhão, incluindo recursos do Plano Mais Produção (P+P), braço financeiro da NIB, e de programação relacionados, como o Novo PAC e o Plano de Transformação Ecológica. Já o setor produtivo anunciou R$ 2,24 trilhões no fortalecimento da produção nacional nos próximos anos, afirmou a pasta.

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