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MDIC: avaliação preliminar indica que petróleo e derivados não são alcançados por novas tarifas

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As novas tarifas anunciadas na quarta-feira, 2, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não irão alcançar o petróleo e seus derivados. É o que indica a avaliação preliminar feita pelo governo brasileiro em cima dos documentos divulgados na quarta-feira, pela Casa Branca, horas depois de o republicano apresentar seu plano de tarifaço global. Ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) destacou também que uma "análise detalhada" dos documentos e dos procedimentos operacionais envolvidos está em andamento.

Segundo a pasta, o governo americano ainda não oficializou as questões operacionais relativas ao assunto no Federal Register, o "Diário Oficial" dos Estados Unidos.

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"O governo brasileiro está examinando os documentos divulgados apenas na noite de ontem pelo governo dos Estados Unidos. A avaliação preliminar indica que as novas tarifas não alcançam petróleo e derivados, conforme produtos enumerados no Anexo II da Ordem Executiva intitulada Regulating Imports With A Reciprocal Tariff To Rectify Trade Practices That Contribute To Large And Persistent Annual United States Goods Trade Deficits", respondeu o MDIC ao questionamento feito pela reportagem.

Em uma das seções da ordem executiva divulgada na quarta pela Casa Branca o governo norte-americano cita produtos, dezenas deles estabelecidos no Anexo II, que não estarão sujeitos às novas taxas. É nesse mesmo fragmento que os EUA apontam a exceção da tarifa para o aço e o alumínio, que continuarão tendo alíquota de 25%, conforme já estabelecido em 12 de março, sem adições.

Mais cedo, como mostrou o Broadcast, o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, avaliou que essa ressalva a produtos energéticos, incluindo petróleo, gás natural e derivados de petróleo explica em parte a queda do preço da commodity nesta quinta-feira, 3.

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Os preços ainda refletem a expectativa de que a política isolacionista norte-americana acarrete uma pressão inflacionária em nível global, o que deve resultar em redução das atividades econômicas, impactando consequentemente a demanda por petróleo e derivados, disse.

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