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Marinho: é preciso que política de valorização do salário mínimo seja mais agressiva

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O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quinta-feira, 30, que a política de valorização do salário mínimo precisa "ser mais agressiva do que tem sido". Em contrapartida, ele também mencionou ser necessário cautela, em função dos impactos na Previdência Social.

Durante programa matinal da EBC, Marinho foi questionado sobre a redução gradual do número de trabalhadores atendidos pelos programas PIS e Pasep. A partir de 2026, o valor da renda máxima para ter acesso ao abono salarial será corrigido pela inflação.

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"Se temos uma política agressiva para crescer o salário mínimo e não fizermos esse ajuste (sobre medidas como abono), nós vamos aumentar muito o impacto deste custo e, portanto, antecipar a pressão de reforma da previdência para tirar do próprio trabalhador. Então nós precisamos ir adequando esse processo de forma muito responsável", declarou Marinho.

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor está no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira ao Congresso Nacional.

"É preciso criar as condições de a política de valorização do salário mínimo ser mais agressiva do que tem sido. É uma insistência minha desde quando fui presidir a Central Única dos Trabalhadores, que esse é o patamar para você provocar a distribuição de renda, de forma sustentável e de forma equilibrada nas contas públicas, porque tudo isso repercute no impacto da previdência social", declarou o ministro.

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