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Marinho afirma que é uma 'imbecilidade' inibir crescimento para controlar inflação

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O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que é uma "imbecilidade" inibir o crescimento da economia como forma de controlar a inflação. Ele foi questionado sobre as sinalizações que constam nas comunicações oficiais do Comitê de Política Monetária (Copom), que falam da pressão pelo crescimento acima da capacidade e de como isso afeta a inflação, que está além do teto da meta.

"Isso é uma imbecilidade. É uma imbecilidade. Nós precisamos estimular o crescimento da economia, produzir mais para controlar a inflação. Não é inibir. Se a gente inibir crédito e aumentar juros, você inibe investimento. Se você inibe investimento, você está inibindo ter mais produção para ter mais produto na prateleira para controlar a inflação pela oferta. Não existe só um mecanismo de controlar a inflação só pela restrição, pelo amor de Deus. Pelo menos essa é a minha visão, ninguém disse que eu estou equivocado até agora", disse o Marinho.

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A avaliação do ministro é de que se o Banco Central "entrar na onda" do mercado e elevar os juros, vai inibir a economia e impactar os investimentos.

"Eu esperava que o mercado reclamasse do aumento de juros. Não pode aumentar os juros, porque isso inibe investimento e estrangula o orçamento da União, dos Estados e municípios. Veja a contradição. O mercado pede mais juros. Se o Banco Central entrar nessa do mercado e continuar aumentando os juros, vai inibir investimento no ano, vai inibir o crescimento da economia em 2025. É isso que nós desejamos?", ponderou Marinho.

O ministro pediu "juízo" ao BC e defendeu que é preciso "soltar o animal do empresariado para o investimento". "Invista que vai dar certo, pode produzir, que vai ter consumo. É isso que nós vamos estimular. O Banco Central tem sido um zagueiro em relação a isso, não permitindo que isso aconteça. Então, nós temos que estimular mais produção", defendeu.

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