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Marina Silva sobre Margem Equatorial: Ministro não tem influência política

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A ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, disse nesta quarta, 24, que um ministro não tem influência política ou administrativa sobre processos de licenciamento ambiental de atividades de exploração e produção de petróleo.

Marina Silva foi questionada por jornalistas sobre o futuro da Margem Equatorial, área que guarda cinco bacias sedimentares, entre as quais a da Foz do Amazonas, de maior sensibilidade ambiental e onde petroleiras como a Petrobras vislumbram grande potencial de reservas petrolíferas. A ministra deixava um hotel na zona sul do Rio, onde aconteceu evento paralelo ao G20 voltado ao reforço do financiamento ao enfrentamento de mudanças climáticas.

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"Leilões são processos feitos pela ANP. Nós nos atemos ao licenciamento. Qualquer empreendimento que vá para leilão vai passar por um processo de licenciamento. E o licenciamento é um processo técnico, seja na Margem Equatorial ou em qualquer outro espaço geográfico do Brasil. É um processo técnico. É técnico quando diz sim, e é técnico quando diz não", disse Marina, a fim de esvaziar o teor político do debate.

Ela comparou a licença da Margem a de um remédio pela Anvisa. "Se o técnico diz que aquilo não é viável, é a posição do técnico. Não sou eu que digo. A ministra, numa república, respeitando a Constituição, seja para sim ou para não, não vai dizer o que o técnico vai fazer", reiterou.

O tema é motivo de divergência dentro do governo, opondo a pasta do Meio Ambiente à de Minas e Energia, do ministro Alexandre Silveira, a quem Lula já acenou favoravelmente à exploração da Margem Equatorial. Até por isso, a ala ambiental do governo tem recolhido as armas. Em meados de junho, o secretário de Marina no MMA, João Paulo Capobianco, chegou a dizer ao Broadcast que a Margem Equatorial não foi enterrada, mas precisa se mostrar viável.

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Questionada sobre as intenções da Petrobras de colocar a exploração da Margem em discussão no Conselho Nacional e Política Energética (CNPE), Marina disse não ter informações sobre convocação e reunião do órgão interministerial ou de sua pauta futura.

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