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Lula: se EUA querem problema, Brasil não vai 'ficar chorando', vai procurar outros parceiros

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira, 3, que vai enviar uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como resposta à recomendação do United States Trade Representative (USTR) de taxar em 25% os produtos brasileiros. Lula também afirmou que pretende escrever mais artigos na imprensa norte-americana e mundial para contestar a postura da Casa Branca.

"Eu ainda vou mandar outra carta ao presidente Trump, vou escrever quantos artigos forem necessários escrever na imprensa americana e na imprensa mundial, para mostrar que eles estão errados, equivocados, e que estão induzindo o mundo a uma violência desnecessária", destacou Lula.

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Na reunião ministerial desta quarta-feira, ele também orientou os ministros a falarem que a família do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) está tentando trair o Brasil ao defender as ações dos Estados Unidos para vencer as eleições presidenciais.

Sobre o principal oponente em outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o petista disse que a conduta dele, ao se encontrar com Trump na semana passada, é uma "traição da pátria".

"Vocês, ministros, não podem deixar de dizer isso em alto e bom som: estão tentando trair o Brasil com interesses mesquinhos, rasteiros, de uma disputa eleitoral. Não há disputa eleitoral, em qualquer país do mundo, que possa dar valor a alguém que trai a pátria", comentou o presidente da República.

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Novos parceiros

Lula também afirmou que, caso os Estados Unidos criem novas barreiras comerciais contra o Brasil, a orientação é achar novos parceiros comerciais. "Se os Estados Unidos querem problema, eles têm o direito de não querer, agora, nós não vamos ficar chorando, vamos procurar outros parceiros. Se eles não querem comprar, nós vamos vender para quem quiser comprar, a gente não vai ficar reclamando", disse.

O presidente também mandou recados sobre minerais críticos brasileiros, que são de interesse dos Estados Unidos, afirmando que é preciso se comunicar ao governo brasileiro antes de iniciar explorações.

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Reunião para definir estratégia

Lula convocou reunião ministerial nesta quarta para definir como será a estratégia de propaganda do governo federal nos últimos meses de mandato. A ideia do presidente é alinhar a divulgação dos principais programas com potencial eleitoral para a campanha à reeleição, como o Desenrola 2.0 e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.

O presidente disse que a reunião serve como uma "arrumação de discurso" e que nenhum dos ministros deve abaixar a cabeça depois das ações vindas dos Estados Unidos. Lula disse também que não iria para a reunião do G7, que vai ocorrer entre os dias 15 e 17 deste mês na França, mas que vai comparecer ao encontro de lideranças globais porque alguém precisa "tentar colocar ordem na casa".

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