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Lula reitera anulação de leilão GLP e diz querer reverter privatização de ativos estratégicos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o leilão de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e afirmou que a operação ocorreu à revelia do governo federal e da direção da Petrobras. Segundo ele, a medida será revista e não terá efeitos duradouros sobre o preço do gás de cozinha. "Fizeram um leilão contra a vontade do governo e da presidente da Petrobras", disse nesta quinta-feira, 2.

Lula declarou ainda que está "ansioso" para adquirir novamente a distribuidora de gás e que o governo atuará para evitar repasses de preços elevados ao consumidor final, em meio à pressão internacional sobre combustíveis.

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O presidente disse também que pretende reverter a privatização de ativos estratégicos no setor de energia, defendendo que a Petrobras volte a ser dona da refinaria da Bahia. Segundo ele, não é possível permitir que a BR Distribuidora permaneça sob controle da iniciativa privada repassando aumentos de preços que não foram praticados pela estatal.

As declarações ocorreram em evento de tom eleitoral em Salvador (BA), com a presença de expoentes do PT na região: o ministro da Casa Civil, Rui Costa - em sua última agenda como chefe da pasta -. o senador Jaques Wagner, e o governador do Estado, Jerônimo Rodrigues.

Durante a fala, Lula voltou a dizer que o leilão será anulado e questionou a condução do processo dentro da estatal, afirmando desconhecer o diretor responsável pela iniciativa. "O leilão do GLP será anulado. Foi feito por um diretor da Petrobras que eu desconheço", destacou.

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O leilão realizado na véspera vendeu cerca de 70 mil toneladas de GLP, com ágios superiores a 100% em alguns polos, o que pode pressionar o preço do botijão de 13 quilos no mercado interno.

Conforme apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o aumento mais expressivo foi registrado no polo de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde o gás de cozinha passou de um preço mínimo de R$ 33,37 para R$ 72,77 ágio de 117% sobre o valor de referência. Já no polo de Belém (PA), o ágio foi de 54,5%, segundo fontes próximas ao assunto, com o lote de 3 mil toneladas sendo arrematado por R$ 1.675, ante preço mínimo de R$ 935.

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