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Lula confirma Carlos Fávaro como ministro da Agricultura

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O presidente diplomado da República, 29, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quinta-feira, 29, que o senador Carlos Fávaro (PSD-MT) comandará o Ministério da Agricultura e Pecuária. Fávaro coordenou o grupo técnico da Agricultura da equipe de transição e também foi coordenador de assuntos relacionados ao agro da campanha petista.

Conforme mostrou o Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) em 5 de novembro, Fávaro era o favorito para o comando da Pasta e contou com a articulação de entidades do agro favoráveis ao seu nome.

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O senador, com mandato vigente até 2027, tem forte ligação com o agronegócio porque, além de ser produtor rural, foi presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). No Congresso, é atuante em pautas ligadas ao setor, apesar de não compor a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Atualmente, é relator do projeto de lei do novo marco da regularização fundiária - defendido pelo setor produtivo. Possui também experiência no Executivo, já que foi vice-governador de Mato Grosso, de 2015 a 2018.

Seu nome demorou a emplacar porque a disputa para a Pasta foi uma das mais acirradas. O ex-ministro Neri Geller (PP-MT), um dos que mais circularam pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição, também era apontado como forte concorrente.

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Além disso, corria por fora na banca de apostas o deputado federal reeleito Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Secretário do setor entre 2015 e 2018 no governo de Geraldo Alckmin, em São Paulo, e ligado ao segmento sucroenergético, Jardim contaria com o apoio do ex-ministro Roberto Rodrigues e de parte expressiva da FPA no Congresso, da qual é integrante. Foi a bancada ruralista que indicou a ex-deputada federal e senadora eleita Tereza Cristina (PP-MS) para a Pasta no governo de Jair Bolsonaro.

O último movimento para chancelar o nome de Fávaro ocorreu na última sexta-feira (23), quando a sua primeira suplente no Senado, a empresária Margareth Buzetti, se filiou ao PSD em articulação costurada pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, na tentativa de não enfraquecer a bancada aliada ao governo.

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