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Lucro da MBRF cresce 26% e atinge R$ 111 milhões no 1º trimestre

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A MBRF encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 111 milhões, alta de 26% ante igual período do ano passado. A receita líquida consolidada somou R$ 39,5 bilhões, praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2025. O Ebitda ajustado atingiu R$ 3,1 bilhões, queda de 3,2%. A margem Ebitda foi de 7,8%, ante 8,1% um ano antes.

A companhia informou que avançou na captura de sinergias da integração entre os negócios de Marfrig e BRF. Foram R$ 126 milhões capturados no trimestre, equivalente a cerca de 20% da meta prevista para todo o ano de 2026.

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O programa MBRF+, focado em eficiência operacional, adicionou outros R$ 296 milhões em ganhos no período. "Já começamos o ano com boas entregas. A união dos negócios já contribuiu com uma captura de R$ 126 milhões no primeiro trimestre", afirmou o CEO da MBRF, Miguel Gularte, em entrevista coletiva.

No consolidado, a companhia registrou resultado financeiro negativo de R$ 1,39 bilhão no trimestre, piora de 3,2% em relação ao resultado negativo de R$ 1,35 bilhão apurado um ano antes. As despesas financeiras totalizaram R$ 4,92 bilhões, recuo de 3,2% na comparação anual, enquanto as receitas financeiras somaram R$ 3,53 bilhões, queda de 5,4%.

A dívida financeira consolidada da MBRF somava R$ 72,7 bilhões ao fim de março, abaixo dos R$ 74,6 bilhões registrados no encerramento de 2025, considerando empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo. Já o caixa e aplicações financeiras totalizavam cerca de R$ 23,1 bilhões ao final do trimestre, ante R$ 25,3 bilhões no fim de dezembro.

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A companhia também reportou geração operacional de caixa de R$ 1,45 bilhão no trimestre, queda de 52,9% ante os R$ 3,08 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2025. Segundo a empresa, o desempenho refletiu principalmente maior consumo de capital de giro, avanço dos estoques e investimentos na operação. A dívida líquida operacional gerencial aumentou 15,3% em um ano, para R$ 43,967 bilhões. Já a alavancagem em reais passou de 2,69 vezes para 3,37 vezes na comparação anual.

Exportações de Oriente Médio

O avanço das exportações de proteína animal e o fortalecimento da atuação no Oriente Médio foram os principais vetores do desempenho da MBRF no primeiro trimestre de 2026. Segundo a empresa, março marcou recorde de exportações diretas de aves e suínos. O desempenho foi favorecido pela retomada dos embarques de aves para a União Europeia e pela volta das exportações de frango do Rio Grande do Sul para a China. "A crescente demanda global por proteínas impulsionou a empresa em seus segmentos de atuação, com destaque para nossas exportações", afirmou o CEO da companhia, Miguel Gularte, em entrevista coletiva.

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No Oriente Médio, a companhia ampliou em 12 pontos porcentuais sua participação nas exportações para os países do Golfo entre fevereiro e março. A Sadia Halal encerrou o trimestre com margem Ebitda ajustada recorde de 15,6%. "Com presença consolidada no Oriente Médio e apoiada pelo forte relacionamento com parceiros locais, distribuição própria e consistência do sistema produtivo e logístico, a MBRF continuou garantindo a segurança alimentar da região", relatou a companhia.

A operação da BRF registrou receita líquida de R$ 15,1 bilhões no trimestre, avanço anual de 8,4%, enquanto o Ebitda somou R$ 2,5 bilhões, com margem de 16,6%, recuo de 120 pontos-base ante o primeiro trimestre de 2025.

Já a operação da National Beef, nos Estados Unidos, continuou enfrentando pressão do ciclo pecuário norte-americano, marcado pela menor oferta de gado. Ainda assim, a receita avançou 6,9% na comparação anual, alcançando US$ 3,5 bilhões. O Ebitda da operação ficou em US$ 10 milhões, com margem de 0,3%, ante margem de 1,5% um ano antes. "Apesar da menor oferta de gado por conta do ciclo produtivo, a demanda aquecida por carne bovina nos permitiu uma evolução consistente da receita", afirmou Gularte.

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Na América do Sul, a companhia reportou receita líquida de R$ 6,6 bilhões, crescimento de 23,1% na comparação anual, enquanto o Ebitda avançou 34,9%, para R$ 730 milhões. A margem Ebitda da operação subiu para 11%, alta de 100 pontos-base em relação ao primeiro trimestre de 2025, impulsionada por ganhos de produtividade, maior ocupação das plantas industriais e avanço dos produtos de maior valor agregado.

O chairman da companhia, Marcos Molina, afirmou que os resultados reforçam o avanço da integração da plataforma global da empresa. "Estamos evoluindo na integração dos negócios, fortalecendo nossa plataforma global multiproteína e ampliando nossa presença em mercados relevantes e dinâmicos para o consumo de alimentos no mundo", disse, em nota.

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