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Linha para taxistas e motoristas de app financiou 50 mil carros, diz presidente do BNDES

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, informou nesta segunda-feira, 14, que a linha especial de crédito para troca de carros por taxistas e motoristas de aplicativos financiou 50 mil automóveis. O volume, salientou, supera em mais de dez vezes a média de compras de veículos por esse público.

Após participar do seminário da Esfera, Mercadante avaliou, em entrevista a jornalistas, que o programa, apesar das dificuldades iniciais, apoiou o desempenho do setor automotivo. "O salto é extraordinário, tanto que a indústria automotiva bateu o recorde histórico de vendas no mês passado, e seguramente esse programa ajuda", declarou.

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Entre os entraves para ampliar a adesão, o presidente do BNDES apontou dificuldades de acesso ao sistema financeiro e restrições de crédito. "É um público novo para o sistema financeiro; pessoal que não tem um cadastro bancário ativo", explicou.

Nesta segunda-feira, um dia antes do encerramento da linha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que transforma o programa em política permanente, retirando o prazo de validade.

Segundo Mercadante, o programa teve um início complexo, mas começou a deslanchar. Dos R$ 30 bilhões disponíveis, mais de R$ 5 bilhões foram utilizados, conforme o presidente do BNDES. "Acho que já deu um salto importante e tem condições de ter continuidade", comentou.

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Mercadante mencionou que parte dos potenciais beneficiários está negativada e precisa regularizar a situação - em muitos casos, por meio do Desenrola -, antes de conseguir contratar financiamento.

Outro fator é a pressão do orçamento familiar, que limita a capacidade de compra, especialmente entre quem já acumula dívidas, acrescentou. Segundo Mercadante, há motoristas que "já vivem um sacrifício muito grande no dia a dia" e não conseguem atingir a renda necessária para adquirir um carro novo.

"Então, eles foram chegando devagar no programa: era uma coisa nova, era um público novo, era um programa novo", disse o presidente do BNDES, ressaltando que o fundo garantidor aumenta a segurança das operações e que a prorrogação do prazo tende a ampliar o impacto.

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Mercadante também destacou que o BNDES entrou no programa por entender que se trata de investimento produtivo, e não de consumo. "O BNDES só entrou nisso porque entende que é um instrumento de trabalho, que é um investimento no processo de trabalho. Não financiamos consumo", afirmou.

Ele acrescentou que Banco do Brasil e Caixa lideraram a execução, enquanto bancos privados e instituições ligadas a montadoras começaram a participar mais recentemente.

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