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Lindbergh critica alta da Selic, mas não se pronuncia sobre forward guidance de Galípolo

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O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), criticou nesta quarta-feira, 19, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que aumentou a taxa Selic em 1 ponto porcentual, de 13,25% para 14,25% ao ano. O deputado afirmou que o ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto deixou o colegiado "amarrado" e defendeu que é necessário rever a política de juros.

"Essa política monetária é um equívoco com impactos nefastos para a economia brasileira e também para a questão fiscal no nosso País", escreveu Lindbergh, no X (antigo Twitter). "Nós vamos insistir na necessidade urgente de rever essa política monetária."

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Apesar das críticas ao forward guidance de dezembro - quando o Copom aumentou a Selic em 1 ponto porcentual e indicou mais duas altas da mesma magnitude, em fevereiro e março -, o petista não se pronunciou sobre a sinalização de hoje. O comitê indicou que antevê mais uma alta nos juros, de menor magnitude, na sua próxima reunião, de maio.

Desde janeiro, o BC é presidido por Gabriel Galípolo, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda na gestão de Fernando Haddad (PT) e indicado para a autoridade monetária pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na sua publicação, Lindbergh ainda criticou o impacto fiscal do aumento da Selic e o mercado financeiro. "Cada 1% a mais na taxa básica de juros, temos um aumento de gastos com juros da dívida de algo em torno de R$ 50 bilhões. O mercado defende ajuste fiscal, mas ao mesmo tempo pressiona por uma política monetária que causa um verdadeiro rombo nas contas públicas", afirmou o deputado.

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