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Lei antidesmatamento da UE é barreira comercial disfarçada de ambiental, diz diretora da JBS

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A diretora de sustentabilidade da JBS, Liège Correia, destacou nesta segunda-feira, 28, a necessidade de o Brasil questionar, como País, a regulamentação da lei antidesmatamento da União Europeia como barreira comercial disfarçada de barreira ambiental. "A regulamentação da União Europeia é oportunidade de trazer o que fazemos", afirmou durante o Fórum de Sustentabilidade da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), realizado no Museu do Ipiranga.

"O que tem acontecido com o Brasil é que ficamos em uma constância de atendimento de demanda sem explicar o que fazemos aqui. Como País devemos discutir a razão dessas imposições, de barreiras comerciais disfarçadas de barreiras ambientais que fazem parte desse balanço internacional de relacionamento."

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A executiva ressaltou que a companhia tem atualmente 20 escritórios verdes que recebem produtores rurais para fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e que uma minoria de produtores prejudicam a imagem do setor. Ainda assim, disse que hoje ainda é difícil a obtenção do CAR e que a JBS tem buscado engajar outros players na pauta ambiental. "A gente percebeu que sozinhos não conseguimos dar conta das metas em relação à mudança climática", afirmou.

O diretor de relações governamentais e sustentabilidade da Mosaic, Antônio Josino, avaliou, no mesmo evento, que a agricultura brasileira desenvolveu-se como sustentável e aderente a novas tecnologias em seu cerne devido às peculiaridades do clima tropical. "O Brasil já sai na frente de outros países agrícolas no plantio direto e uso de bioinsumos", afirmou, acrescentando que o País tem muito para ensinar em termos de prática e modelos para solução climática durante a COP 30, em novembro em Belém, no Pará.

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