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Lagarde: tensões comerciais e geopolíticas elevam riscos globais e guerra pressiona inflação

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As tensões geopolíticas e comerciais configuram uma importante fonte de risco para a economia global, afirmou a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, ao destacar também os impactos da guerra no Oriente Médio sobre crescimento e inflação.

Segundo Lagarde, o conflito tem efeito negativo sobre a atividade global, sobretudo por meio da alta dos preços de energia, ao mesmo tempo em que gera riscos altistas para a inflação. "A guerra está tendo um impacto negativo no crescimento global, ao mesmo tempo em que representa riscos de alta para a inflação", disse. Ela acrescentou que a escalada recente elevou significativamente a incerteza sobre a trajetória inflacionária.

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A dirigente ressaltou que, no curto prazo, o choque energético deve pressionar os preços, enquanto, no médio prazo, os efeitos dependerão da intensidade e da duração do conflito. Além disso, alertou que atritos no comércio internacional podem interromper cadeias de suprimentos, reduzir exportações e enfraquecer consumo e investimento.

Para a zona do euro, Lagarde afirmou que a economia entrou nesse período de elevada incerteza em posição "relativamente sólida", mas enfatizou a necessidade urgente de reforçar os fundamentos do bloco. Ela também advertiu que a inflação pode superar as projeções caso expectativas inflacionárias e salários avancem mais do que o esperado.

No âmbito financeiro, Lagarde avaliou que os mercados têm funcionado de forma ordenada, apesar da volatilidade, enquanto o sistema bancário permanece resiliente, apoiado por níveis robustos de capital e liquidez. Ainda assim, destacou que o ambiente global mais incerto pode gerar episódios de estresse e apertar as condições financeiras.

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A presidente do BCE reforçou não estar comprometida com uma trajetória para os juros, e que a autoridade monetária seguirá uma postura dependente de dados e vigilante em relação ao conflito no Irã.

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