TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Kepler Weber nega negociação com Bunge e confirma tratativas com grupo dono da GSI

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Kepler Weber negou na terça-feira, 4, qualquer negociação envolvendo a Bunge para aquisição de participação na companhia. Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a fabricante de silos confirmou ter recebido proposta não vinculante da Grain & Protein Technologies (GPT) para combinação de negócios e concedeu exclusividade de 90 dias para avaliação da transação.

"A companhia esclarece que desconhece qualquer informação relativa a uma operação envolvendo a Trígono Capital e Bunge", afirmou no documento assinado pelo diretor financeiro e de relações com investidores, Renato Arroyo Barbeiro. A Trígono Capital é o maior acionista da Kepler Weber, com 15,30% do capital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O comunicado foi divulgado em resposta a notícias publicadas durante a terça sobre suposto interesse da Bunge na companhia e sobre a movimentação anormal das ações da empresa na B3 nos últimos pregões.

Segundo a Kepler Weber, a A-AG Holdco, Limited, atuando como GPT, apresentou à administração da companhia uma proposta para uma "potencial combinação de negócios entre ambas as sociedades". A empresa concordou em conceder exclusividade de 90 dias à GPT "para fins de avaliação, negociação e documentação da Potencial Transação".

"Até a presente data não há qualquer acordo vinculante celebrado no contexto da Potencial Transação", destacou o fato relevante. A Kepler Weber afirmou que "está sempre atenta e constantemente avaliando oportunidades de operações estratégicas visando à geração de valor a seus acionistas e stakeholders em geral" e que "manterá seus acionistas e o mercado em geral informados acerca de eventuais desenvolvimentos relevantes".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A GPT é descrita no documento como "fornecedora global de equipamentos de armazenamento de grãos e sementes, bem como sistemas de alimentação, ventilação e controle para produção de proteínas". A empresa projeta, fabrica e comercializa equipamentos para armazenagem, secagem e processamento de grãos, além de sistemas para produção de aves, suínos e ovos. Opera sob marcas como GSI, AP, Cumberland, Tecno e Cimbria, com presença em mais de 100 países.

A GPT é controlada pela firma de private equity AIP (American Industrial Partners), que comprou a companhia da AGCO em 2024. A marca GSI, uma das principais do grupo, é o maior fabricante de silos agrícolas dos Estados Unidos, mas possui participação de mercado estimada em cerca de 10% no Brasil. A Kepler Weber, por sua vez, é líder no mercado brasileiro de equipamentos para armazenagem e soluções em pós-colheita de grãos.

Esta não seria a primeira tentativa da GSI de adquirir a Kepler Weber. Em 2007, quando a empresa brasileira atravessava uma crise financeira, a GSI, então um negócio independente, fez uma oferta pela companhia. Dez anos depois, em 2017, quando a GSI estava sob controle da AGCO, houve nova tentativa, com oferta de US$ 185 milhões. Na ocasião, chegaram a um acordo com a Previ e o Banco do Brasil, que detinham 35% do capital da Kepler, mas desistiram posteriormente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Kepler Weber está avaliada em cerca de R$ 1,6 bilhão na B3. No terceiro trimestre de 2025, a empresa registrou lucro líquido de R$ 51,6 milhões, queda de 13,5% em relação ao mesmo período de 2024. A receita líquida somou R$ 423,3 milhões, retração de 3,6%, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 73,6 milhões, baixa de 20,8% na mesma comparação.

A margem Ebitda do trimestre ficou em 17,4%, avanço de 5,2 pontos porcentuais em relação ao segundo trimestre, quando havia ficado em 12,2%. O CEO da empresa, Bernardo Nogueira, afirmou na última quarta-feira que o trimestre marcou "o início de uma recuperação gradual" após um primeiro semestre pressionado por crédito caro e juros elevados.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV