Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Juros: taxas zeram queda após declarações de Galípolo e cautela externa

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os juros futuros fecharam a sessão desta segunda-feira, 12, perto da estabilidade, zerando o ritmo de queda à tarde, após declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, endossarem o risco de alta da Selic e diante da piora das tensões geopolíticas, que fez disparar os preços do petróleo e transferiu fluxo a ativos seguros, como o mercado de Treasuries. O dólar também ganhou força ante o real.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 estava em 10,765% (máxima), de 10,745% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2026 passava de 11,54% para 11,56%. O DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 11,56% (11,55% no ajuste anterior) e o DI para janeiro de 2029, taxa de 11,62%, estável ante o ajuste anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A taxas percorreram a manhã em queda firme, com alguns contratos da ponta longa chegando a perder 20 pontos-base, embaladas pela queda do dólar, que furou o nível de R$ 5,50, e pelo Boletim Focus com pausa na piora da mediana de IPCA em 2025. À tarde, o ritmo de baixa começou a perder força inicialmente com o ambiente externo de maior cautela e depois com as falas de Galípolo. O dólar também se firmou novamente acima de R$ 5,50, com virada pontual para cima.

Durante o Warren Institutional Day, o diretor afirmou ter ficado satisfeito com a reação do mercado à sua última fala pública, embora tenha dito também que em nenhum momento quis passar a mensagem de que alterou o tom, que segundo ele, é coerente com o de comentários feitos anteriormente. Na semana passada, Galípolo endossou a avaliação de que o balanço de riscos para a inflação está assimétrico para cima e disse que "não faz sentido" imaginar que um diretor indicado pelo presidente Lula não possa votar por um aumento de juros. As declarações da semana passada reforçaram, nos DIs, a apostas de alta da Selic.

O diretor hoje disse ainda que uma alta da Selic está "na mesa do Copom", que está na dependência dos dados, reiterando que "de maneira nenhuma" o colegiado vai se desviar da rota de perseguição da meta de inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Ele reforçou a sinalização da semana passada, de compromisso com o cumprimento da meta e de união do Copom nesta tarefa", comentou o estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos, Luciano Rostagno, que cita ainda a indicação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a revisão na projeção de PIB como vetor de pressão nas taxas.

Também em participação no evento, Haddad disse que a projeção da Secretaria de Política Econômica (SPE) de crescimento de 2,5% do PIB neste ano tende a ser revista para cima em breve. Para Rostagno, a indicação traz alguma preocupação pelo lado fiscal. "A arrecadação deve crescer e gerar espaço para aumento de gastos", explicou.

Na Pesquisa Focus, as expectativas para o IPCA seguem distantes da meta de 3%, mas o mercado celebrou que a piora da mediana para 2025 não somente teve uma trégua como recuou pela primeira vez desde março. Ainda que marginal, a oscilação (de 3,98% para 3,97%) foi suficiente para ajudar a aliviar a curva pela manhã. "O fato de não ter voltado a subir já gera alguma expectativa de estabilização", disse Rostagno.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a mediana para 2024 subiu de 4,12% para 4,20%, movimento atribuído ao IPCA de julho (0,38%) acima da mediana das estimativas (0,35%). As da Selic permaneceram em 10,50% ao final de 2024; 9,75% ao fim de 2025; e 9,00% para 2026.

A curva a termo embutia no meio da tarde 69% de probabilidade de um aperto de 25 pontos-base da Selic no Copom de setembro, contra 31% de chance de manutenção dos atuais 10,50%. Para o fim de 2024, projetava taxa de 11,42%. Para 2025, havia precificação média de alta de 10 pontos por reunião, o que resultaria numa Selic de 12,25%, segundo Rostagno.

No exterior, a postura defensiva cresceu na segunda etapa, com sinais de escalada nos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia. O petróleo disparou para as máximas desde meados de julho e os retornos dos Treasuries ampliaram a queda em função da busca pela segurança e, por isso, o impacto nas taxas locais foi no sentido oposto. O dólar à vista passou a cair menos, mas na reta final fechou abaixo dos R$ 5,50.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV