Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Juros: taxas sobem por preocupação com orçamento e ajuste residual pós-Copom

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) continuaram a subir nesta sexta-feira, 21, refletindo a reação dos investidores ao orçamento do governo para 2025 e, em menor grau, a continuidade dos ajustes na curva após a sinalização dada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na quarta-feira, de pelo menos mais um aumento da Selic.

O orçamento aprovado pelo Congresso prevê saldo positivo de R$ 15 bilhões nas contas públicas neste ano, mas o número foi visto com desconfiança pelo mercado. Primeiro, porque a conta não considera a despesa real do programa Pé-de-Meia, que foi subestimada no orçamento - ficou em R$ 1 bilhão, mas pode chegar a R$ 15,5 bilhões, consumindo todo o superávit previsto. Depois, porque o plano calcula receita maior e despesa menor que as estimativas de economistas e de técnicos do próprio governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A isso se somam sinais de que o governo segue avançando com medidas para estimular o consumo e com potencial impacto nas contas públicas. Hoje, veio à tona que está em fase final um projeto para lançar uma nova linha de crédito para pequenas reformas, que tem o nome provisório de Melhorias, e uma nova faixa do programa habitacional Minha Casa Minha Vida voltada para famílias de classe média com renda de até R$ 12 mil mensais.

"Essa é mais uma das medidas, que se somam a tantas outras. O custo financeiro deve ser pouco, mas mesmo assim vai se sinalizando a intenção do governo de não cumprir a meta fiscal", disse Beto Saadia, diretor de investimentos da Nomos, acrescentando que o mercado financeiro já calcula déficit primário de pouco mais de R$ 70 bilhões neste ano.

Os ajustes de posição após a decisão do Copom também contribuíram para que as taxas continuassem a avançar nesta sexta-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Daniel Teles, especialista da Valor Investimentos, apontou que a reprecificação é reflexo direto da sinalização dada pelo Banco Central. "O mercado já está entendendo que a Selic terminal será de 15,00% a 15,50%, e isso afeta a ponta mais curta da curva, os DIs de 2027 e 2028", afirmou.

A taxa do contrato de DI para janeiro de 2026 subiu a 14,930%, de 14,878% no ajuste anterior. A taxa para janeiro de 2027 aumentou a 14,780%, de 14,653%, e a taxa para janeiro de 2029 avançou a 14,535%, de 14,411%.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV