Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Juros: Taxas recuam com IGP-DI de maio abaixo do piso das estimativas

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os juros futuros sustentaram hoje o sinal de baixa durante todo o dia, amparados pelo IGP-DI de maio abaixo do piso das expectativas. No menor nível desde abril de 1947, o indicador deu gás às apostas no início do ciclo de distensão monetária em agosto, com a curva já apontando quase 100% de probabilidade de um corte de 25 pontos-base na Selic.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 encerrou a 13,125%, de 13,155% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 11,29% para 11,23%. O DI para janeiro de 2027 terminou com taxa de 10,47% (mínima), de 10,55%, e a do DI para janeiro de 2029, em 10,47% (mínima), de 10,87%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

No caso dos vencimentos da ponta longa, as taxas completaram seis sessões consecutivas de queda - nesse intervalo devolveram quase 50 pontos-base -, o que poderia atrair uma realização de lucros para a curva. No entanto, o mercado renovou a disposição vendedora, sustentada também pelo fluxo para países emergentes, com destaque para o kit Brasil que apoia ainda a queda do dólar ante o real e os ganhos da Bolsa.

"Todos estamos muito impressionados com o desempenho da curva de juros. O principal hoje foi o IGP-DI", resumiu o economista do Banco Modal Rafael Rondinelli. A taxa em maio mostrou deflação de 2,33%, superando largamente a mais otimista das expectativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de -2,15%, que tinha teto em -1,60% e mediana negativa de 1,88%. Foi a queda mais acentuada desde abril de 1947, quando havia recuado 2,59%. A deflação de 5,49% acumulada em 12 meses foi a mais forte da série histórica iniciada em 1944.

O economista explica que a composição do IGP-DI indica elementos que podem chegar ao IPCA mais à frente, via IPA, tanto agrícola quanto industrial, que tiveram deflação em maio de 4,57% e 2,90%, respectivamente. "Juntando o IGP-DI hoje com o PIB da semana passada, vemos que os setores mais sensíveis a juros, relacionados à atividade, estão arrefecendo e contribuindo para a desinflação, enquanto os menos sensíveis a juros, como commodities agrícolas e minério, colaboram via choque de oferta", afirma Rondinelli.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A curva precificava, nesta tarde, 24 pontos-base de queda para a Selic no Copom de agosto, o que representa 96% de probabilidade de redução de 25 pontos ante apenas 4% de chance de manutenção dos atuais 13,75%. Para o fim de 2023, a curva aponta Selic em torno de 11,50%.

A divulgação do IPCA de maio, amanhã, tem potencial para mexer com este quadro, a depender da leitura dos preços de abertura. A mediana dos economistas para o índice cheio é de 0,33%, ante 0,61% em abril, com piso de 0,24% e teto de 0,45%. Para a taxa em 12 meses, a mediana é de 4,03% (3,95% a 4,13%). "O mercado vai tentar confirmar se se repete a surpresa positiva de serviços e de queda na média dos núcleos vista no IPCA-15", afirma o economista do Banco Modal.

No leilão de NTN-B, diante do maior apetite do investidor ao risco, o Tesouro elevou a oferta para 1,8 milhão de títulos, absorvida parcialmente (1.660.150). A instituição conseguiu colocar integralmente apenas o lote de 1,5 milhão para o papel mais curto, 15/8/2028. O risco para o mercado subiu de US$ 545 mil na semana passada para US$ 718 mil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV