Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Juros: Taxas caem sob influência dos Treasuries e ata do Copom fica em 2º plano

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os juros futuros fecharam a terça-feira em queda, determinada pelos movimentos no exterior, especialmente o recuo forte dos rendimentos dos Treasuries e o apetite ao risco estimulado por boas notícias da China, que se sobrepuseram à agenda carregada no Brasil. A ata do Copom teve um tom levemente mais conservador do que o comunicado, mas sem potencial para alterar apostas para a política monetária, tampouco o Boletim Focus, na qual foram mantidas as projeções de IPCA para 2024 e 2025.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 fechou em 9,955%, de 9,979% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2026 caiu de 9,72% para 9,67%. O DI para janeiro de 2027 terminou com taxa de 9,82% (de 9,89% ontem) e a do DI para janeiro de 2029 recuou de 10,33% para 10,27%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O comportamento dos Treasuries foi apontado como a principal referência hoje para os DIs. Os yields passaram inicialmente por uma correção da alta de ontem e à tarde a queda ganhou fôlego após um leilão de T-Notes de 3 anos com demanda fraca. As mínimas coincidiram ainda com comentários da presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester, que admitiu que a inflação nos Estados Unidos caminha de forma sustentável em direção à meta de 2%, mas alertou para a existência de riscos que poderiam travar esses progressos. No fim da tarde, a taxa da T-Note de 10 anos estava em 4,08%, do nível de 4,16% ontem.

Ao mesmo tempo, a decisão do governo da China de adotar medidas para impulsionar o consumo trouxe otimismo logo cedo, amparando a queda do dólar, que fechou na casa de R$ 4,96 em meio ainda ao avanço do petróleo que favorece moedas emergentes como o real.

A agenda do dia teve como ponto central a divulgação da ata do Copom. O tom foi considerado levemente mais duro do que o comunicado, nas menções ao desempenho da atividade e ao mercado de trabalho "mais apertado e com reajustes salariais acima da inflação", o que reforça a atenção aos preços de serviços. No geral, a avaliação é de que a ata não altera o quadro de apostas para a Selic terminal e reitera o pouco espaço para uma aceleração no ritmo de queda da Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O documento endossou o recado do comunicado de mais dois cortes de 0,5 ponto porcentual e enfatizou que a extensão do ciclo ao longo do tempo dependerá da "evolução da dinâmica inflacionária". "Acreditamos que é a estratégia correta e julgamos que o BC tem sido muito bem sucedido na comunicação das suas decisões, evitando provocar incerteza e/ou volatilidade", afirma Gino Olivares, economista-chefe da Azimut Wealth Management.

Na pesquisa Focus, as medianas para o IPCA de 2024 e 2025 permaneceram em 3,81% e 3,50%, ainda longe da meta central de 3,00%. "A desconfiança do mercado com o desenrolar da política fiscal, com expectativas de resultado primário descoladas das metas estabelecidas pelo governo, além de incertezas quanto a própria meta, podem estar limitando a ancoragem das expectativas inflacionárias", afirmam, em relatório, os economistas da PRX Capital. As estimativas para a Selic no fim deste e do próximo ano também ficaram inalteradas em 9,0% e 8,5% no Boletim Focus.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV