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Juros: taxas caem acompanhando dólar e indicação de reajuste zero no Bolsa Família

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As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) terminaram o pregão em baixa. O fortalecimento do real, reflexo de uma percepção de risco reduzido em relação ao Brasil e de perspectivas mais positivas para a economia da China, contribuiu para o fechamento da curva.

A sinalização do governo de reajuste zero nos benefícios do Bolsa Família também colaborou neste sentido, ao diminuir a chance de surpresas na revisão da proposta do orçamento de 2025.

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As taxas com vencimento mais próximo, no entanto, resistiram perto da estabilidade, após o IBC-Br de janeiro ficar acima dos níveis mais otimistas previstos pelo mercado, sugerindo atividade aquecida.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, estudos feitos pela pasta em parceria com entidades técnicas apontam que hoje o poder de compra dos benefícios do Bolsa Família, que são em média de R$ 230 a R$ 240 mensais, está adequado às necessidades dos beneficiários.

Para a economista-chefe da gestora Lifetime, Marcela Kawauti, a declaração de Dias colabora para a queda das taxas, mas a ausência de reajuste no Bolsa Família era algo esperado, levando em consideração o que já havia sido proposto pelo governo anteriormente. "Ele reafirmar ajuda, porque o orçamento tem margem de alteração ao longo do ano", acrescentou. "O risco fiscal saiu um pouco do radar no início do ano. Tem menos indicações de piora vindas do governo federal".

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Kawauti apontou que a queda dos juros futuros também reflete fatores que se acumulam de pregões anteriores, como os sinais de desaceleração da economia em indicadores publicados na semana passada e a decisão do governo de diminuir a verba para o Bolsa Família em 2025.

Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, comentou que a desinclinação da curva de DIs ocorre como parte de um "movimento harmônico" de redução no prêmio de risco relacionado ao Brasil que fortaleceu o real e o mercado de ações doméstico.

Borsoi destacou que bancos estrangeiros estão ressaltando a "gordura bastante significativa" nos prêmios, e que os leilões de títulos públicos que costumam ter bastante procura por estrangeiros têm registrado demanda significativa, o que dá mais confiança aos investidores para explorar oportunidades de mercado.

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A taxa do contrato de DI para janeiro de 2026 caiu a 14,745%, de 14,749% no ajuste anterior. A taxa para janeiro de 2027 diminuiu a 14,485%, de 14,560%, e a taxa para janeiro de 2029 recuou a 14,315%, de 14,437%.

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