Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Juros: melhora do câmbio eleva chance de BC cumprir forward guidance e DIs curtos caem

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os juros futuros fecharam a sessão em baixa nos vencimentos de curto prazo e entre a estabilidade e leve alta nos demais prazos. No curto prazo, o mercado de juros deu sequência ao movimento de correção de altas iniciado nos últimos dias hoje apoiado na queda do dólar. O câmbio tem sido visto como variável-chave para os ajustes nas apostas para a Selic nos próximos meses, e o real foi destaque positivo entre moedas emergentes na segunda-feira,22. Apesar do alívio nos prêmios de risco, a curva segue projetando Selic terminal perto de 10,25% e desaceleração do ritmo de corte para 0,25 ponto porcentual no Copom de maio.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 estava em 10,320%, de 10,351% no ajuste de sexta-feira, 19. A taxa do DI para janeiro de 2026 caiía de 10,54% para 10,52%. A do DI para janeiro de 2027 era de 10,83%, ante 10,81% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2029 subia de 11,24% para 11,30%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

As taxas curtas e até o miolo da curva recuaram pela terceira sessão consecutiva. Eram as que tinham mais espaço para ajustes depois da forte reprecificação da trajetória prevista para a Selic nos ativos na semana passada. O economista-chefe do Banco Bmg, Flávio Serrano, afirma que o movimento foi puxado pelo câmbio, na medida em que o recuo do dólar amplia a possibilidade de o Banco Central cumprir a indicação do forward guidance, de nova redução da Selic em 0,5 ponto na reunião do Copom de maio.

"Mas não é uma correção forte. Tanto que a curva segue apontando taxa terminal entre 10,00% e 10,25%", afirmou. A precificação para o encontro do próximo dia 8 estava nesta tarde em -26 pontos-base, ou seja, mostrando praticamente 100% de chance de queda de 0,25 ponto. Para junho, a curva projeta -10 pontos, mostrando um quadro dividido, com 50% de probabilidade para queda de 0,25 ponto e 50% para manutenção. Embora o dólar tenha fechado hoje a R$ 5,1687, em baixa de 0,59%, a perspectiva para o curto prazo é de volatilidade nos ativos e a moeda poderá voltar a rodar acima dos R$ 5,20.

A agenda fraca de indicadores deslocou a atenção do mercado para a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em eventos nesta segunda-feira, mas suas declarações foram no mesmo sentido das já dadas na semana passada, em Washington. Ele reforçou a agora menor visibilidade do cenário à frente, afirmando que se a incerteza continuar alta o BC terá de "trabalhar o ritmo de cortes", mas se diminuir, "voltamos para a forma de atuação que tínhamos começado". Num quadro ainda mais adverso, em que as variáveis mudam de tal forma a fazer com que a "realidade que projetamos não seja mais verdadeira", haveria alteração do cenário base do BC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os vencimentos longos oscilaram perto da estabilidade, espelhando a dinâmica dos Treasuries, até com viés de alta em função da agenda pesada da semana e dos riscos fiscais. Em meio a tensões com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o governo tenta desarmar uma 'pauta-bomba' de R$ 70 bilhões, em boa medida vinda da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a possibilidade de pagamento de bônus para juízes, que deve ter impacto de R$ 40 bilhões.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV