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Juros: DIs sobem após forte queda na véspera, com petróleo e rendimento dos Treasuries em alta

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Os juros futuros operam em alta em toda a curva na manhã desta quarta-feira, 9, em movimento de ajuste após a forte queda das taxas dos DIs na véspera. O cenário externo pesa sobre os negócios, com o petróleo Brent acima de US$ 100 por barril e os rendimentos dos Treasuries em alta, em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. No mercado doméstico, o chamado trade eleitoral, que impulsionou a queda dos juros ontem, limita uma pressão mais intensa sobre as taxas.

Na quarta, 8, os DIs longos recuaram mais de 20 pontos-base, com os vértices a partir de 2029 passando a operar abaixo de 14%, embalados por novas pesquisas eleitorais que reforçaram a percepção de uma disputa mais competitiva e de possibilidade de alternância de poder em 2027.

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Nesta manhã, o ambiente externo passou a atuar na direção contrária. O Brent para novembro superou US$ 100 por barril e sobe quase 3%, após novos ataques entre Estados Unidos e Irã. O WTI para outubro avançava mais de 2%, superando US$ 95 por barril. A escalada do conflito aumenta as preocupações com os efeitos dos preços de energia sobre a inflação global e, consequentemente, sobre a condução da política monetária. Os Treasuries acompanham o movimento.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou nesta quarta-feira os ataques dos Estados Unidos contra petroleiros iranianos e afirmou que as ações de Teerã contra instalações militares americanas na Jordânia e embarcações dos EUA foram realizadas em legítima defesa. Já o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) negou que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) tenha atingido dois destróieres da Marinha americana no Oriente Médio e afirmou que todas as tentativas de ataque iranianas fracassaram.

No mercado doméstico, a agenda de indicadores é mais fraca, com destaque para o Índice de Commodities - Brasil (IC-Br) do Banco Central referente a agosto. A Fundação Getulio Vargas divulgou nesta manhã que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou nas sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de setembro. O índice subiu para 0,51%, ante -0,37% no encerramento de agosto.

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No fiscal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou duas medidas provisórias que abrem créditos extraordinários de R$ 6,605 bilhões para subvenções à produção e importação de combustíveis, sendo R$ 5,607 bilhões destinados especificamente à medida relacionada ao diesel, e de R$ 375 milhões para operações do Pronaf.

Às 9h10, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,570%, de 13,521% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2027 estava em 13,585%, de 13,571%, enquanto o para janeiro de 2029 oscilava a 13,775%, de 13,725%. O DI para janeiro de 2030 subia para 13,915%, de 13,839%, e o para janeiro de 2031 estava em 13,985%, de 13,902%.

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